O destino político de Haddad, no entanto, ainda não foi divulgado publicamente. Até agora, o político paulista confirmou apenas que já iniciou conversas sobre seu próximo movimento, em direção às urnas paulistas.
Por Redação – de Brasília
Ministro da Fazenda, o economista Fernando Haddad definiu, nesta terça-feira, que deixará o cargo no governo na semana que vem para se dedicar à campanha eleitoral às eleições deste ano. A saída ocorre dentro do prazo legal exigido pela legislação eleitoral brasileira para autoridades que pretendem disputar cargos públicos.

O destino político de Haddad, no entanto, ainda não foi divulgado publicamente. Até agora, o político paulista confirmou apenas que já iniciou conversas sobre seu próximo movimento, em direção às urnas paulistas. Antes de deixar a pasta, Haddad disse também que concluirá a reorganização de sua equipe.
O atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, é o principal nome cotado para assumir o comando da equipe econômica. Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que pretendem disputar eleições precisam se desincompatibilizar de seus cargos até seis meses antes da votação.
— Devo deixar o governo na semana que vem — adiantou o ministro, nesta manhã.
Chapa
Em conversa com jornalistas, em sua chegada ao Ministério, Haddad comentou o cenário político, e disse que ainda não há definição sobre qual cargo poderá disputar, mas confirmou que as discussões estão em curso.
— Estamos conversando, estudando a que concorrer. Ainda vamos discutir. Não é só a candidatura, temos que ver o grupo de pessoas que vão compor a chapa, estamos vendo tudo isso com os cuidados devidos — adiantou.
O ministro acrescentou que tem tratando do assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros integrantes do governo.
— Já anunciei há bastante tempo a minha intenção de deixar o governo. Tenho conversado com o presidente (Lula) sobre São Paulo, vou ter uma conversa também com o vice-presidente Alckmin, com a Simone (Tebet), temos que ver como esse grupo pode ajudar, tanto a qualificar o debate em São Paulo, quanto jogar luz sobre as diferenças sobre o governo atual e o governo passado no plano federal, o objetivo é esse — acrescentou.
Minas
Em um novo estudo do Instituto Paraná Pesquisas, também divulgado na véspera, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na dianteira pela corrida ao governo de Minas Gerais, nas próximas eleições. A pesquisa avaliou diferentes cenários eleitorais para a disputa estadual e aponta o parlamentar com vantagem significativa sobre outros nomes citados.
No primeiro cenário estimulado — quando os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos possíveis candidatos — Cleitinho registra 45,6% das intenções de voto. Em seguida aparece o senador Rodrigo Pacheco, com 18,4%. O vice-governador Mateus Simões surge em terceiro lugar, com 8,7%. O vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo também foi mencionado pelos entrevistados e soma 6,2%.
O estudo foi realizado entre os dias 4 e 7 de março, com entrevistas presenciais de 1.350 eleitores distribuídos em 52 municípios mineiros. A pesquisa tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento também foi registrado no TSE.