Em conversa com jornalistas, nesta manhã, Mendes afirmou que a defesa do impeachment de ministros é um “equívoco compreensível”.
Por Redação – de Brasília
Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes afirmou nesta quarta-feira que a defesa do impeachment de ministros da corte é apenas uma bandeira eleitoral e não causa preocupação. O magistrado entende que “o aparato institucional” impedirá que a iniciativa seja efetivada.

Em conversa com jornalistas, nesta manhã, Mendes afirmou que a defesa do impeachment de ministros é um “equívoco compreensível”. Para o magistrado, “certamente algumas pesquisas indicam que isto tem um apelo eleitoral”.
— Entre o pensamento e a ação, o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, terá imensas dificuldades de implementá-la. Todo o aparato institucional caminhará talvez num outro sentido — ponderou.
Senadores
O ministro foi questionado se a simples promessa de campanha o preocupa.
— Não, absolutamente. Eu sou um enfermeiro que já viu sangue. Então, não me impressionam essas promessas de campanha — afirmou.
A defesa do impeachment de ministros do STF tornou-se ponto central na campanha eleitoral da direita. É defendida pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e moldou a montagem de chapa de senadores do partido e de aliados.
O objetivo do campo neofascista é conseguir maioria no Senado para escolher o próximo presidente da Casa e, assim, dar sequência às dezenas de pedidos de impeachment de ministros, parados no Congresso.
Cenários
Questionado se a avaliação muda e existiria risco de impeachment de ministros num cenário de eleição de Flávio Bolsonaro, Mendes desconversou.
— Não avalio. Não imagino e também não vou trabalhar sobre cenários neste momento — disse.
Flávio Bolsonaro divulgou uma lista de candidatos ao Senado que têm seu apoio no pleito deste ano com 47 nomes nas 27 unidades da federação. A maioria do grupo é favorável ao impeachment de ministros do STF.