Rio de Janeiro, 20 de Abril de 2026

Mendes pede a Alexandre de Moraes que indicie Zema por fake news

Gilmar Mendes solicita que Alexandre de Moraes investigue Romeu Zema por disseminação de fake news. A PGR ainda não se manifestou sobre o caso.

Segunda, 20 de Abril de 2026 às 20:07, por: CdB

Moraes encaminhou a notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou sobre o assunto.

Por Redação – de Brasília

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes encaminhou ao colega Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira, uma notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). O magistrado pede que ele seja investigado no inquérito das ‘fake news’.

Mendes pede a Alexandre de Moraes que indicie Zema por fake news | O ministro Alexandre de Moraes encaminhou a denúncia à PGR
O ministro Alexandre de Moraes encaminhou a denúncia à PGR

Moraes encaminhou a notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou sobre o assunto. A iniciativa de Gilmar ocorreu após Zema divulgar, no mês passado, um vídeo em suas redes sociais em que bonecos representando ministros do STF simulam um diálogo sobre uma decisão judicial e fazem referência ao resort Tayayá, que era de Dias Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro.

O material citado por Gilmar Mendes, segundo apurou a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna, no diário conservador paulistano Folha de S.Paulo, tramita sob sigilo de Justiça. A colunista, no entanto, apurou que um boneco que imita Toffoli pede ao fantoche que representa Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado.

 

Instituição

Na sequência da publicação, nas redes sociais, o boneco que encena Gilmar Mendes anula a decisão e diz: “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana”. Na notícia-crime, Gilmar sustenta ainda que Zema extrapolou os limites da crítica política e atacou diretamente a honra dos ministros e da própria instituição.

O magistrado afirma que o ex-governador “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa (…) com objetivo de realizar promoção pessoal”.

Edições digital e impressa