Eduardo Bolsonaro já é réu no Supremo pela acusação de articular sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras a partir do governo norte-americano.
Por Redação – de Brasília
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes abriu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de inclusão de Jair Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ou filho ’01’ como é conhecido, no inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro, o filho ’03’, nos EUA. A questão foi encaminhada ao STF pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e visa ampliar os alvos da investigação em curso no Supremo.

Eduardo Bolsonaro já é réu no Supremo pela acusação de articular sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras a partir do governo norte-americano. O ex-deputado encontra-se em território norte-americano desde fevereiro de 2025 e, segundo a denúncia, buscou interferir no julgamento do pai, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar o golpe de Estado fracassado no 8 de Janeiro.
Lindbergh Farias ingressou com a ação após revelações do site norte-americano de notícias ‘Intercept Brasil’ sobre o envolvimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master e investigado por fraudes financeiras. De acordo com a matéria publicada e anexada à petição enviada ao Supremo, Vorcaro teria financiado um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, com produção nos Estados Unidos.
Campanha
Ainda segundo a publicação, o filho ’03′ seria o principal operador dos valores repassados pelo banqueiro para o projeto cinematográfico. Com base nessas informações, Lindbergh pede que o inquérito contra o ex-deputado apure também a eventual conexão entre o financiamento do filme, a atuação internacional do ex-deputado e a campanha de sanções contra autoridades brasileiras.
No documento encaminhado ao STF, o líder petista também solicita o compartilhamento, com a ação contra Eduardo Bolsonaro, de todas as provas produzidas na investigação relacionada ao Banco Master. A petição pede ainda a análise de fluxos financeiros envolvendo Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro e pessoas ou empresas ligadas à produção do filme biográfico.
O objetivo do pedido apresentado ao STF é verificar se valores formalmente destinados ao filme teriam sido desviados, total ou parcialmente, para “financiar a campanha internacional de sanções, restrições de vistos, tarifas e coação contra autoridades brasileiras”.