O ministro explicou que o governo continuará trabalhando para fechar as contas públicas com superávit, com os ajustes necessários.
Por Redação, com Reuters – de Brasília
Um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar a manutenção da taxa básica de juros Selic em 13,75% ao ano, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, considera que o valor ainda é muito alto.

— É uma taxa de juros bastante alta, muito ruim para economia, para todos os setores, mesmo o setor financeiro, o setor produtivo. Nós precisamos fazer as medidas necessárias para que a gente dê as condições e, de maneira sustentável e estrutural, a taxa de juros diminua do Brasil. O esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros — afirmou o ministro, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira.
Ajustes
O ministro explicou que o governo continuará trabalhando para fechar as contas públicas com superávit, com os ajustes necessários.
— A gente nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres. Ao contrário, quando a gente vai fazendo ajustes graduais, vai implementando medidas olhando para corte de privilégio, a retomada de uma série de revisões de benefícios, revisões de gasto primário, a gente dá as condições para que o Orçamento seja superavitário — disse.
Durigan também afirmou, nesta tarde, que os dois novos impostos que entram em vigor a partir do início de 2027 não representam aumento de carga tributária. Segundo ele, o Imposto Seletivo e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituem tributos já existentes.
— A gente tem que considerar que são dois impostos novos, enquanto a gente acaba com cinco. São dois impostos que dão racionalidade e unificam a legislação sobre consumo. Então não vai haver aumento de carga. Vamos ter ganho de transparência e racionalidade na tributação do consumidor — argumentou Durigan.
Congresso
Os dois impostos foram criados pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) conhecida como Reforma Tributária. O texto já foi encaminhado ao Congresso, de acordo com o ministro.
O Imposto Seletivo substitui o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
— Ele vai incidir sobre exclusivamente sobre bebida alcoólica, refrigerante, bebida açucarada, tabaco, carro, embarcação. Então, são alguns poucos itens. Com o fim do IPI para a indústria como um todo, a indústria fica desonerada, e a gente passa a ter o imposto seletivo sobre esses poucos setores — concluiu.