O comitê avalia que a redução da taxa Selic é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta”.
Por Redação, com Reuters – de Brasília
A ata da reunião em que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 14% ao ano, na semana passada, mostra que a decisão ocorreu em um ambiente de desaceleração dos níveis inflacionários, embora ainda marcado por incertezas. As expectativas do colegiado, segundo o documento divulgado pelo BC nesta terça-feira, permanecem elevadas em um cenário de riscos.

O comitê avalia que a redução da taxa Selic é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta”. Na avaliação, a instituição ressalta ainda que, além de contribuir para a estabilidade de preços, a decisão ajuda a atenuar oscilações da atividade econômica e favorece o pleno emprego.
Apesar do corte dos juros, o comitê afirma que o cenário exige prudência.
Juros
A ata conclui que a política monetária vem contribuindo de forma importante para o processo de desinflação, mas destaca que a inflação continua pressionada pela demanda. Por isso, o BC entende que os juros ainda precisam permanecer em nível restritivo.
No cenário de referência usado pelo Banco, a trajetória dos juros considera as projeções do Boletim Focus. Já a taxa de câmbio parte de R$ 5,10 por dólar e evolui de acordo com a paridade do poder de compra.
O documento registra, ainda, que a inflação ao consumidor desacelerou nas leituras mais recentes, mas continua acima do limite superior da meta. Já os preços ao produtor apresentaram recuo, influenciados principalmente pelo comportamento da indústria extrativa.