Em uma sinalização ao mercado financeiro, Lula tende a fazer um discurso de garantias de segurança jurídica e previsibilidade, que são esperadas em um novo governo petista.
Por Redação – de São Paulo
O jantar do presidente Lula com empresários, agendado para esta noite, na capital paulista, teve alta adesão de controladores de grandes empresas e executivos de primeiro escalão. Inicialmente previsto para receber cerca de 200 convidados, o número de reservas superou os 500 confirmados. A procura pelo encontro foi tão grande na última semana, que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) suspendeu o sistema de confirmação de presença.

O local do encontro também precisou ser mudado, bem como o formato. Antes previsto para ser realizado no Hilton e com serviço em mesas, o jantar foi transferido para o Tivoli Mofarrej, com maior capacidade disponível. Agora, os convidados serão dispostos enfileirados. Os organizadores Esfera, Prerrogativas e Parlatório tiveram de administrar e encolher suas listas de convidados.
Entre os empresários esperados estão Joesley Batista e Gilberto Tomazoni (JBS), José Seripieri Jr (Amil), Gustavo Pimenta (Vale), Benjamin Steinbruch (CSN), Milton Maluhy (Itaú), Gilson Finkelsztein (Santander), Ricardo Lacerda (BR Partners), David Feffer (Suzano), Sergio Zimerman (Petz) e Paulo Kakinoff (Porto Seguro). O jantar também contará com a presença de comandantes de grandes empresas membros de diferentes associações empresariais, como seguros e resseguros, construção civil e industriais.
Propostas
O comparecimento em massa do PIB brasileiro ao jantar, na avaliação dos coordenadores da campanha petista, é um aval à candidatura de Lula ao seu quarto mandato. O movimento indica que o empresariado quer ouvir propostas, que tiveram pouco espaço para debate durante a curtíssima campanha eleitoral. Os empresários também esperam ouvir diretrizes concretas durante o jantar, principalmente em relação à questão fiscal.
Na semana passada, durante comício em Curitiba, Lula disse que “para o governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit”. De maneira geral, a percepção é que se, caso nada for feito em relação à busca pelo maior equilíbrio das contas públicas, o país pode enfrentar uma situação de choque, a partir do próximo ano.
Em uma sinalização ao mercado financeiro, Lula tende a fazer um discurso de garantias de segurança jurídica e previsibilidade, que são esperadas em um novo governo petista. Estão previstos, ainda, discursos de Carlos Vieira, presidente da Caixa, Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, Dario Durigan, ministro da Fazenda; além de Lula e Geraldo Alckmin. Três empresários farão perguntas à equipe econômica, mas os nomes ainda estão sendo definidos.
Além deles, também estarão presentes os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa; da Gestão e Inovação, Esther Dweck; do Advogado-Geral da União, Jorge Messias; da Saúde, Alexandre Padilha; da Justiça, Wellington Silva; do Planejamento, Bruno Moretti; da Casa Civil, Miriam Belchior; da Educação, Leonardo Barchini; das Minas e Energia, Alexandre Silveira; e da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho.