Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Vencemos ao eleger Lula, mas o fascismo continua vivo

Por Professora Francisca – Derrotamos o fascismo e inspiramos mundo afora, mas o fascismo ainda está vivo. Aqui no Brasil vivo no Congresso e, por isso, não...

Sexta, 06 de Novembro de 2026 às 09:30, por: CdB

Derrotamos o fascismo e inspiramos mundo afora, mas o fascismo ainda está vivo. Aqui no Brasil vivo no Congresso e, por isso, não podemos abandonar as ruas e as redes.

Por Professora Francisca – de São Paulo

Como todo mundo está dizendo, tivemos uma enorme vitória com a reeleição do presidente Lula ao unir as ruas as redes numa única coordenação. Foi uma vitória da frente ampla e do esforço gigantesco de militantes no Brasil inteiro com estudantes puxando a classe trabalhadora para as ruas e o André Janones liderando o canal do exército do Lula no WhatsApp.

Professores, estudantes e sindicalistas concentrados diante do Masp, na Avenida Paulista

Derrotamos o fascismo e inspiramos mundo afora, mas o fascismo ainda está vivo. Aqui no Brasil vivo no Congresso e, por isso, não podemos abandonar as ruas e as redes para defender a nossa pátria. O fascismo vive também nos estados com muitos governadores eleitos e reeleitos da extrema-direita, antidemocráticos e entreguistas. Além de um grande número de prefeitos a serem derrotados.

São Paulo

No caso de São Paulo, enfrentamos o governador Tarcísio de Freitas, inimigo da educação pública, do SUS, de todo o serviço público. Inimigo de todo o povo paulista, pois governa para a minoria, para os muito ricos. As suas propostas são de sucatear o serviço público e acabar com a educação gratuita, com a saúde gratuita, quer piorar ainda mais o transporte, já capenga, enfim quer acabar com todos os serviços públicos.

Caso do Projeto de Lei nº 1.316/2025, que visa alterar as normas de ensino e do magistério, entre outras medidas em prejuízo de todo o serviço público. Esse PL, assim como todo o governo de Tarcísio de Freitas, repete a receita a extrema-direita de estado mínimo, atacando o serviço público e os servidores, principalmente a educação, que eles deploram e menosprezam os profissionais.

Afora tudo isso, o projeto transforma a falta-aula em falta-dia, em enorme prejuízo às professoras e aos professores porque se acontecer qualquer imprevisto e o profissional tiver que perder uma aula por qualquer motivo, perde o dia todo.

Como se vê, ou os paulistas se levantam e tomam as ruas e as redes e se somam aos estudantes, professoras e professores ou nos próximos quatro anos corremos o risco de não termos mais serviço público gratuito e de qualidade.

 

Professora Francisca, é diretora da Secretaria de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, da Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), secretária-adjunta de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e diretora da CTB-SP.

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil

Edições digital e impressa