Lula viajou para São Paulo na terça-feira e foi internado no Hospital Sírio-Libanês para realizar exames de rotina previamente agendados.
Da Redação – de Brasília
De volta ao Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira, após o boletim médico publicado às 23h da véspera informar que os seus exames estão “dentro da normalidade”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou sua agenda normal de trabalho.

Lula viajou para São Paulo na terça-feira e foi internado no Hospital Sírio-Libanês para realizar exames de rotina previamente agendados. Segundo o boletim, o presidente esteve sob os cuidados do Doutor Roberto Kalil Filho e da Doutora Ana Helena Germoglio.
O ritmo de trabalho do presidente exige que sua saúde seja firme o suficiente para articular o entendimento com parlamentares e, assim, impulsionar cinco matérias prioritárias no Congresso até o encerramento das atividades deste ano, o que ocorrerá dentro de menos de um mês. Lula visa aproveitar o ambiente favorável após a aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado, por unanimidade. A proposta é considerada um dos pilares do atual mandato.
Análise
A lista de prioridades do presidente abrange a regulamentação e proibição das apostas online; o projeto de tarifa zero no transporte público aos fins de semana; os desdobramentos da reforma tributária; a votação do Orçamento de 2027 e a apreciação de indicações de autoridades para instâncias governamentais.
A aprovação da PEC da Segurança, direcionada para promulgação, serviu para demonstrar a capacidade de articulação do Executivo na etapa posterior à reeleição de Lula. Durante a tramitação em dois turnos, a base governista conseguiu barrar a tentativa promovida pela oposição de inserir a redução da maioridade penal na proposta.
O acordo firmado entre líderes partidários e o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (UB-AP), manteve integralmente o texto da Câmara, eliminando a necessidade de uma nova análise pelos deputados e pavimentando o caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública, uma das promessas de campanha do candidato vitorioso nas urnas, no penúltimo domingo.
Presença
A pressa em votar o pacote antes do recesso legislativo, marcado para o período de 23 de dezembro a 1º de fevereiro de 2027, fundamenta-se na mudança de cenário político prevista para o próximo ano. A partir de fevereiro de 2027, tomam posse os parlamentares eleitos em outubro, cenário em que partidos de direita, com destaque para o PL, terão uma presença mais expressiva na Câmara e no Senado.
A avaliação entre os governistas é que a atual composição do Congresso oferece termos de negociação mais favoráveis do que a futura bancada, reduzindo as resistências que matérias mais complexas devem enfrentar.