Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Lula busca fórmula para crise fiscal, sem prejuízo dos mais pobres

Lula, em seu discurso, ressaltou que a avaliação da dívida pública brasileira frequentemente inclui elementos que distorcem a realidade econômica do país.

Sexta, 06 de Novembro de 2026 às 17:20, por: CdB

Lula, em seu discurso, ressaltou que a avaliação da dívida pública brasileira frequentemente inclui elementos que distorcem a realidade econômica do país.

Por Redação – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou o compromisso de seu governo com a responsabilidade fiscal, nesta sexta-feira, na reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética realizada no Palácio do Planalto. Lula comparou a seriedade fiscal do Brasil à de outras nações e criticou a percepção de parte do sistema financeiro sobre as contas públicas.

Lula, segurança pública
Lula reafirmou o compromisso de seu governo com a responsabilidade fiscal

O presidente ressaltou, ainda, que a dívida interna brasileira é proporcionalmente menor que a de potências globais como Estados Unidos, França, Japão e Itália. As declarações foram detalhadas pelo governo para evidenciar o rigor na condução da economia e afastar narrativas de descontrole orçamentário.

Clareza

Lula, em seu discurso, ressaltou que a avaliação da dívida pública brasileira frequentemente inclui elementos que distorcem a realidade econômica do país. Segundo o presidente, a equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve apresentar esses dados com clareza à imprensa para demonstrar o real patamar das obrigações financeiras do Estado.

— Quantos países têm a seriedade fiscal que nós temos? Quantos? Qual é a dívida interna dos Estados Unidos? Da França? Do Japão? Da Itália? Perto da nossa, é o dobro em relação ao PIB — pontuou.

A atual administração brasileira, segundo o líder petista, assumiu o comando com um déficit primário de 2,8% e conseguiu entregar o orçamento com superávit. Na visão do presidente, as exigências do mercado financeiro muitas vezes extrapolam os limites da realidade social do país.

— Não é o que o sistema financeiro quer, porque ele quer tudo. Não. É o que a gente pode fazer — observou, após destacar o esforço diário de sua equipe econômica na manutenção das metas fiscais.

Ajustes

Em seu pronunciamento, Lula garantiu categoricamente que os estratos mais vulneráveis da população não serão penalizados por medidas de ajuste fiscal. O mandatário afirmou que sua trajetória política é a principal garantia dessa diretriz. 

— A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta. Nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício. E eu tenho comigo a minha história — prometeu.

Para fundamentar sua defesa da responsabilidade fiscal associada à justiça social, Lula relembrou sua atuação em mandatos anteriores, destacando que foi o único presidente entre 2003 e 2010 a registrar superávit primário anualmente. O presidente sublinhou que o Brasil foi o único país do G20 a atingir essa marca com patamares de até 2,5%, mesmo implementando políticas de inclusão social e valorização do salário mínimo que contrariavam previsões de analistas sobre pressões inflacionárias.

Investimentos

O presidente atribuiu sua formação econômica a ensinamentos familiares transmitidos por sua mãe, Dona Lindu. Segundo o relato, os princípios de controle de gastos aprendidos na infância foram transpostos para a administração pública federal. Lula ponderou, contudo, que a disciplina orçamentária não impede a realização de investimentos estratégicos voltados ao desenvolvimento nacional e à construção de ativos duradouros para o país.

A gestão econômica também foi sustentada com base na superação de crises históricas e na consolidação das reservas internacionais brasileiras. O presidente lembrou o pagamento da dívida externa e a transição do país de devedor a credor internacional perante o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ao concluir, o chefe de Estado elogiou a dedicação dos servidores e ministros envolvidos na condução do orçamento, ressaltando o esforço contínuo para equilibrar a responsabilidade fiscal com a justiça social.

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