Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Vendas do varejo recuam menos do que o previsto por economistas

Além do resultado, a PMC revisou o dado de junho em relação ao comércio varejista restrito, que considera as atividades tradicionais do varejo, passando a registrar alta de 0,3%, ante o crescimento de 0,5% divulgado inicialmente.

Terça, 15 de Setembro de 2026 às 18:39, por: CdB

Além do resultado, a PMC revisou o dado de junho em relação ao comércio varejista restrito, que considera as atividades tradicionais do varejo, passando a registrar alta de 0,3%, ante o crescimento de 0,5% divulgado inicialmente.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

As vendas do varejo brasileiro recuaram 0,8% em julho, na comparação com o mês anterior, abaixo das expectativas do mercado financeiro, que apontavam queda de 0,20%. Já na comparação anual, o setor registrou alta de 1,2%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

As vendas, no varejo, tendem a sofrer nova queda, nas próximas semanas
As vendas, no varejo perderam fôlego ao longo das últimas semanas

Além do resultado, a PMC revisou o dado de junho em relação ao comércio varejista restrito, que considera as atividades tradicionais do varejo, passando a registrar alta de 0,3%, ante o crescimento de 0,5% divulgado inicialmente. Apesar da retração mensal, o varejo restrito acumula alta de 1,8% nos sete primeiros meses do ano e de 1,6% nos 12 meses encerrados em julho.

 

Queda no mês

A queda no volume de vendas do comércio varejista na passagem de junho para julho de 2026, na série com ajuste sazonal, teve cinco atividades com variação negativa e trê com variações positivas.

Móveis e eletrodomésticos registraram a maior queda, de 4,9%. Na sequência vieram Livros, jornais, revistas e papelaria, com recuo de 4,2%; Tecidos, vestuário e calçados, de 2,7%; Outros artigos de uso pessoal e doméstico, de 2,2%; e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, de 0,2%.

Entre os segmentos que avançaram, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceram 0,6%, mesma variação de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação. Combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 0,3%.

 

Varejo ampliado

As vendas no varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo, subiu 0,4% em julho, enquanto frente a maio, o comércio ampliado caiu 1,1%.

Na comparação com julho de 2025, o comércio varejista ampliado cresceu 1,8%, depois de avançar 4,9% em junho. No ano, o setor acumula alta de 1,9% e, em 12 meses, de 1,2%.

No varejo ampliado, que acrescenta veículos e material de construção ao conjunto de atividades, os dois segmentos adicionais registraram crescimento em julho. As vendas de Veículos e motos, partes e peças avançaram 0,3%, enquanto Material de construção teve alta de 0,7%.

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