Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

Krugman adverte para risco de os EUA tomarem ouro de outros países

Em sua conta no site ‘Substack’, o economista diz que “Estado de direito” não é uma expressão frequentemente aplicada ao governo de Donald Trump.

Sexta, 04 de Setembro de 2026 às 21:00, por: CdB

Em sua conta no site ‘Substack’, o economista diz que “Estado de direito” não é uma expressão frequentemente aplicada ao governo de Donald Trump.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O movimento feito pelo Banco Central (BC) da Holanda, que transferiu recentemente cerca de US$ 12 bilhões em ouro que estavam depositados no Federal Reserve de Nova York para Londres – seguindo o que já tinha sido feito pelo BC francês, que levou parte de seu ouro dos EUA para Londres e Paris – mostra o nível de desconfiança que o governo norte-americano atingiu, segundo Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia.

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Em sua conta no site ‘Substack’, o economista diz que “Estado de direito” não é uma expressão frequentemente aplicada ao governo de Donald Trump. “E o governo demonstra um desprezo especial pelo direito internacional. Muitas das tarifas de Trump foram consideradas ilegais sob a lei americana, mas praticamente todas essas tarifas violavam e violam claramente acordos anteriores assinados solenemente por presidentes americanos anteriores, incluindo o próprio Trump”, escreveu.

 

Estrangeiros

Portanto, segundo ele, “a ideia de que o governo dos EUA possa inventar alguma desculpa para confiscar o ouro mantido no cofre do Fed já não é tão absurda”. Daí o movimento feito pela Holanda e pela França, que pode ser seguido por outros países.

“O impacto econômico ou financeiro direto dessas ações será mínimo”, diz. “Não haverá sequer grandes remessas transatlânticas de ouro: os bancos centrais estrangeiros venderão seu ouro de Nova York para compradores privados nos EUA e o reabastecerão com compras de vendedores privados na Europa.”

Mas, segundo Krugman, o simbolismo é arrepiante. “Os Estados Unidos não inspiram mais confiança”, concluiu o economista, em sua análise.

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