No levantamento anterior, realizado em 2 de setembro, a corrupção era apontada por 14% dos entrevistados como a principal apreensão nacional.
Da Redação – de Brasília
A preocupação da população brasileira com a corrupção registrou uma alta expressiva de 8 pontos percentuais (p.p) em um intervalo de apenas doze dias, alcançando a marca de 22% das citações e se consolidando como o segundo maior problema do país, informa pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta segunda-feira.

No levantamento anterior, realizado em 2 de setembro, a corrupção era apontada por 14% dos entrevistados como a principal apreensão nacional. Esse índice já havia atingido 20% no levantamento intermediário do dia 7 de setembro, até chegar aos atuais 22%.
Apesar do avanço do tema da corrupção, a violência permanece no topo do ranking dos gargalos do país. O setor é considerado a maior preocupação para 31% dos brasileiros, taxa que se mantém rigorosamente estável desde o início do mês, quando também figurava com os mesmos 31% nas pesquisas dos dias 2 e 7 de setembro.
Estudo
O panorama econômico surge na sequência das citações populares. A apreensão com a economia oscilou de 16% no dia 2 para 19% no levantamento divulgado nesta segunda-feira — repetiu-se o mesmo percentual já verificado no dia 7. Essa movimentação ocorreu dentro da margem de erro do estudo, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Outros setores apresentaram recuos nas menções do eleitorado no mesmo período. A preocupação com a área da saúde oscilou quatro pontos percentuais para baixo, caindo de 14% no início do mês para 10% no levantamento atual (após ter passado por 12% no dia 7). Já os problemas sociais registraram trajetória semelhante, recuando de 13% no dia 2 para os atuais 9% (mesmo patamar apurado no dia 7). A educação manteve-se totalmente estável, somando 7% em todas as medições de setembro.
O levantamento da Quaest foi realizado entre os dias 10 e 13 de setembro, período em que foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em todas as regiões do país. A pesquisa encontra-se registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).