Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Crise no varejo se alastra com juros no centro das preocupações

Na análise do banco BTG divulgada nesta sexta-feira, sete das 17 empresas do setor tiveram resultados "fracos" e três apresentaram desempenho "neutro".

Sexta, 21 de Agosto de 2026 às 21:08, por: CdB

Na análise do banco BTG divulgada nesta sexta-feira, sete das 17 empresas do setor tiveram resultados “fracos” e três apresentaram desempenho “neutro”.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

Os sinais da crise econômica que levou o grupo varejista Casas Bahia a pedir recuperação judicial após prejuízo de quase R$ 10 bilhões no segundo trimestre, estão presentes em processos semelhantes porque passam outras empresas do setor. As áreas mais afetadas são a venda de móveis, eletrônicos e eletrodomésticos.

taxa de juros
A escalada dos juros deixa as empresas em situação insustentável

Profissionais de mercado ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters indicam que os balanços do segundo trimestre mostram que o segmento de supermercados também sofreu, ainda que menos, enquanto o de vestuário foi mais resiliente ao ambiente de juros elevados, graças à Copa do Mundo de futebol.

Já os varejistas de bens duráveis e semiduráveis reportaram maiores perdas. Os balanços do segundo trimestre mostraram prejuízos relevantes das empresas Casas Bahia (R$ 10 bilhões), Americanas (R$ 274 milhões) e Magazine Luiza (R$ 50,4 milhões). Os resultados foram determinantes para o setor ser listado entre os principais destaques negativos.

Expectativas

Na análise do banco BTG divulgada nesta sexta-feira, sete das 17 empresas do setor tiveram resultados “fracos” e três apresentaram desempenho “neutro”. A classificação é originada pelos resultados distintos entre as atividades do setor.

A avaliação é também partilhada pelos economistas Daniel Geweh, Matheus Marques e Raphael Matutani, do banco Itaú. Eles ressaltam que o lucro líquido das empresas do segmento caiu 10,7% em um ano e ficou 18,5% abaixo das expectativas.

A política monetária restritiva, na análise desses economistas, reapresenta uma barreira para o varejo.

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