Na análise do banco BTG divulgada nesta sexta-feira, sete das 17 empresas do setor tiveram resultados “fracos” e três apresentaram desempenho “neutro”.
Por Redação, com Reuters – de São Paulo
Os sinais da crise econômica que levou o grupo varejista Casas Bahia a pedir recuperação judicial após prejuízo de quase R$ 10 bilhões no segundo trimestre, estão presentes em processos semelhantes porque passam outras empresas do setor. As áreas mais afetadas são a venda de móveis, eletrônicos e eletrodomésticos.

Profissionais de mercado ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters indicam que os balanços do segundo trimestre mostram que o segmento de supermercados também sofreu, ainda que menos, enquanto o de vestuário foi mais resiliente ao ambiente de juros elevados, graças à Copa do Mundo de futebol.
Já os varejistas de bens duráveis e semiduráveis reportaram maiores perdas. Os balanços do segundo trimestre mostraram prejuízos relevantes das empresas Casas Bahia (R$ 10 bilhões), Americanas (R$ 274 milhões) e Magazine Luiza (R$ 50,4 milhões). Os resultados foram determinantes para o setor ser listado entre os principais destaques negativos.
Expectativas
Na análise do banco BTG divulgada nesta sexta-feira, sete das 17 empresas do setor tiveram resultados “fracos” e três apresentaram desempenho “neutro”. A classificação é originada pelos resultados distintos entre as atividades do setor.
A avaliação é também partilhada pelos economistas Daniel Geweh, Matheus Marques e Raphael Matutani, do banco Itaú. Eles ressaltam que o lucro líquido das empresas do segmento caiu 10,7% em um ano e ficou 18,5% abaixo das expectativas.
A política monetária restritiva, na análise desses economistas, reapresenta uma barreira para o varejo.