Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Analistas financeiros preveem taxa inflacionária mais baixa para este ano

A expectativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também apresentou melhora, passando de 5,22% para...

Segunda, 26 de Outubro de 2026 às 18:01, por: CdB

A expectativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também apresentou melhora, passando de 5,22% para 5,19%.

Por Redação, com Bloomberg – de Brasília

Analistas do mercado financeiro revisaram para baixo, nesta segunda-feira, suas projeções para o dólar, a inflação e o crescimento da economia brasileira em 2026. As estimativas constam do ‘Boletim Focus’ divulgado pelo Banco Central (BC), que também aponta uma redução nas expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, nos próximos anos.

Taxa de juros
Banco Central (BC) também aponta uma redução nas expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, nos próximos anos

A previsão para a cotação do dólar no encerramento de 2026 caiu de R$ 5,13 para R$ 5,05, enquanto a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,83% para 1,80%. Os dados foram coletados antes do segundo turno das eleições presidenciais, realizado na véspera, e, portanto, ainda não refletem eventuais reações do mercado ao resultado eleitoral.

A expectativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também apresentou melhora, passando de 5,22% para 5,19%. Já a projeção para a Selic ao final de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano, repetindo o patamar registrado na semana anterior.

Taxa Selic

Uma das principais mudanças do levantamento está nas expectativas para a política monetária a partir de 2027. Os analistas consultados pelo Banco Central reduziram de 12% para 11,75% ao ano a projeção para a Selic no próximo ano, na primeira revisão para baixo desse indicador.

Para 2028, a estimativa também diminuiu, passando de 10,50% para 10% ao ano. Em relação a 2029, o mercado manteve a previsão de juros em 10%, patamar que permanece inalterado há 25 semanas consecutivas.

As revisões indicam que os participantes da pesquisa passaram a projetar taxas de juros menores para 2027 e 2028, embora as estimativas ainda apontem para um custo elevado do crédito nos próximos anos.

Câmbio

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Suas variações influenciam as taxas cobradas em empréstimos e financiamentos, além de afetarem o consumo, os investimentos e o ritmo de expansão da atividade econômica.

As expectativas para o câmbio também foram reduzidas em todos os anos contemplados pelo levantamento. Para o encerramento de 2027, a previsão para a moeda norte-americana passou de R$ 5,22 para R$ 5,15, marcando a terceira semana consecutiva de queda.

Em 2028, os analistas reduziram a estimativa de R$ 5,29 para R$ 5,20, na segunda semana seguida de revisão para baixo. Para 2029, a projeção recuou de R$ 5,30 para R$ 5,28.

Revisão

Os números representam as expectativas dos participantes do Boletim Focus para o fechamento de cada ano, não constituindo previsões oficiais do Banco Central nem garantindo que as cotações efetivamente atinjam esses valores. Apesar da redução nas projeções para o dólar e os juros, os analistas também passaram a esperar uma expansão mais moderada da economia brasileira.

Além do recuo de 1,83% para 1,80% na estimativa do PIB de 2026, a previsão para 2027 caiu de 1,32% para 1,31%, registrando a segunda semana consecutiva de revisão negativa. Para 2028, a expectativa permaneceu em 1,81%, depois de ter sido reduzida de 1,83% na atualização anterior.

Em 2029, os participantes da pesquisa mantiveram a previsão de crescimento econômico em 2%, percentual que permanece estável há 84 semanas consecutivas.

O conjunto das projeções mostra que, embora o mercado espere juros menores nos próximos anos, as estimativas de crescimento econômico continuam relativamente moderadas.

Inflação

No caso do IPCA, a redução da projeção para 2026 não se repetiu em todos os horizontes analisados. Para 2027, a expectativa de inflação aumentou de 4,32% para 4,34%, na segunda semana consecutiva de alta. Já para 2028, a estimativa permaneceu em 3,75%. Em 2029, a previsão continuou em 3,50%, mantendo-se inalterada pela segunda semana seguida.

O levantamento também trouxe mudanças nas expectativas para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indicador que acompanha a evolução de preços em diferentes etapas da economia e é utilizado como referência em contratos. Para 2026, a estimativa do IGP-M subiu de 5,26% para 5,61%, em movimento contrário ao observado na projeção do IPCA.

Em 2027, a previsão avançou de 4% para 4,01%. Para 2028, passou de 3,90% para 3,92%, enquanto a expectativa para 2029 apresentou ligeira redução, de 3,81% para 3,80%.

Preços

O Boletim Focus também apresentou revisões nas estimativas para os chamados preços administrados, categoria que inclui tarifas públicas e outros valores sujeitos a regulamentação.

Para 2026, a expectativa de aumento desses preços caiu de 4,84% para 4,80%, interrompendo uma sequência de duas semanas de elevação. Em contrapartida, a previsão para 2027 subiu de 3,86% para 3,99%, acumulando a segunda semana consecutiva de alta.

Para 2028, a estimativa permaneceu em 3,63%, enquanto a projeção para 2029 continuou em 3,50%, percentual que não sofre alterações há 67 semanas.

 

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