Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Direção do PT pede ao Supremo que retire o sigilo no caso do Banco Master

O partido protocolou duas petições. Uma endereçada ao ministro André Mendonça e outra ao ministro Flávio Dino.

Quinta, 10 de Setembro de 2026 às 17:21, por: CdB

O partido protocolou duas petições. Uma endereçada ao ministro André Mendonça e outra ao ministro Flávio Dino.

Da Rdação – de Brasília

O PT peticionou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela quebra dos sigilos que ainda cercam investigações relacionadas ao Banco Master, caso apontado pelo partido como a maior fraude do sistema financeiro nacional. O partido protocolou duas petições. Uma endereçada ao ministro André Mendonça e outra ao ministro Flávio Dino.

O PT peticionou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela quebra dos sigilos que ainda cercam investigações relacionadas ao Banco Master.

Nos documentos, a legenda pede que ambos tornem públicos os autos de apurações ligadas ao banco do empresário Daniel Vorcaro, que está preso. O argumento central da equipe jurídica petista é que a manutenção parcial do sigilo, combinada com vazamentos seletivos, cria um ambiente de desequilíbrio no debate público e eleitoral.

Para os advogados, a divulgação fragmentada de informações impede que partidos, candidatos e eleitores tenham acesso ao contexto completo das investigações.

Repasses

“No regime de transparência brasileiro, vige o princípio da máxima divulgação, em que a publicidade é regra, e o sigilo, exceção”, afirmam as petições. André Mendonça conduz no STF investigações relacionadas aos repasses de Vorcaro para o filme ‘Dark Horse’, biografia de Jair Bolsonaro (PL); além de apurações sobre irregularidades no INSS vinculadas à instituição financeira liquidada.

Flávio Dino, por sua vez, relata investigações sobre emendas parlamentares, algumas delas com possíveis conexões com o Banco Master. Também há apurações sobre a tentativa de aquisição do BRB pelo Master. Na petição enviada a Mendonça, o PT afirma que a publicidade parcial dos autos tem produzido uma espécie de divulgação incompleta do caso.

“O resultado é uma publicidade em mosaico: são públicos os feitos incidentais mais recentes e os documentos deles desentranhados; permanecem sigilosos os autos principais, que contêm o contexto. É sobre esses recortes – e sobre o que deles vaza – que se constrói, a menos de um mês do primeiro turno, o debate eleitoral”, resume o documento.

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