Corpo de Cristiano Lima de Oliveira, o Jiraya, foi encontrado na Estrada das Cambucas, no Jardim Alvorada.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Líder da milícia diretamente envolvido em uma sangrenta disputa interna por poder no grupo paramilitar foi morto a tiros na tarde de terça-feira em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O corpo de Cristiano Lima de Oliveira, o Jiraya, foi encontrado na Estrada das Cambucas, no Jardim Alvorada, com perfurações de tiros.

Fontes da Agenda do Poder na Polícia Civil indicam que ele integrava a milícia chefiada por Juninho Varão e coordenava ações para invadir a área de domínio do Bonde do Zinho, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.
Um morador gravou um vídeo quando o corpo foi encontrado, durante o dia, próximo a uma calçada. “C…, acabou de morrer!”, disse a testemunha.
– Acabou de matar. Muito tiro mesmo. Eu nem sabia o que era, ficou até com os ossos quebrados. Eu escutei o barulho, mas pensei que eram fogos – disse outro homem, em gravação por áudio após a localização do corpo.
Jiraya usou a própria filha de escudo humano quando foi preso
Jiraya chegou a ser preso em flagrante por porte ilegal de arma em maio de 2020 em Paciência, um dos redutos da milícia na Zona Oeste do Rio. Na ocasião, usou a própria filha como escudo humano, segundo a Polícia Civil.
– Ele [Jiraya] estava na sala e correu para o interior da residência, diretamente para o quarto da filha com meses de idade e a agarrou. A companheira dele também se agarrou neles. Ele não queria se entregar. Mesmo abraçado com a filha, resistiu à voz de prisão e teve que ser contido – disse na época o delegado Felipe Curi, hoje secretário da Polícia Civil.
Com mandados de prisão por homicídio e organização criminosa, ele também era investigado por suspeita de envolvimento na morte do policial civil Rodrigo Guadagno dos Santos, assassinado ao ser baleado no pescoço em uma ação na favela de Antares, em Santa Cruz, também na Zona Oeste.