Rio de Janeiro, 09 de Fevereiro de 2026

Chacina em bar deixa seis mortos em Nova Iguaçu

Um ataque a tiros em um bar em Nova Iguaçu resultou em seis mortes, incluindo uma mulher atingida por bala perdida, em meio a uma guerra interna de milícias.

Segunda, 09 de Fevereiro de 2026 às 11:32, por: CdB

Crime ocorreu em área de milícia. Guerra interna no grupo paramilitar matou dezenas de pessoas nas últimas quatro semanas.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Um ataque a tiros em um bar na noite de domingo em uma área de milícia em Nova Iguaçu, na Baixada, deixou seis pessoas mortas.

Chacina em bar deixa seis mortos em Nova Iguaçu | Ataque a tiros deixou cinco mortos em um bar em Nova Iguaçu
Ataque a tiros deixou cinco mortos em um bar em Nova Iguaçu

Segundo a Polícia Militar, os cadáveres das vítimas foram levados ao IML por volta das 0h50 desta segunda-feira.

Os cinco homens na mira do ataque tinham idades entre 21 e 53 anos, segundo a PM. A sexta vítima foi uma mulher atingida por uma bala perdida, que não resistiu aos ferimentos.

As execuções ocorreram no bairro Floresta, nas imediações de Cabuçu. A região é apontada como o principal reduto da milícia de Gilson Ingrácio de Souza Junior, o Juninho Varão, envolvido em uma disputa interna com o grupo paramilitar ligado ao chamado Bonde do Zinho, da Zona Oeste do Rio.

A situação se agravou nas últimas quatro semanas com a quebra de um “acordo de paz”, que desencadeou uma série de ao menos 12 assassinatos. A série de assassinatos começou justamente em Nova Iguaçu, com o assassinato cinematográfico de um dos líderes do grupo paramilitar.

Uma ação gravada por câmeras de segurança registrou a execução de Cristiano Lima de Oliveira, o Jiraya, morto a tiros de fuzil em uma emboscada que contou com a participação de 20 criminosos encapuzados a bordo de quatro carros em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Porém, ainda não se sabe se há ligação entre as mortes no bar e a disputa de poder na milícia.

Outro ataque a bar

Em novembro de 2025, um ataque com mais de 100 tiros deixou três mortos em frente a outro bar em Nova Iguaçu.

As vítimas foram surpreendidas ao saírem de um carro em frente ao estabelecimento lotado no bairro Jardim Monte Castelo, causando pânico.

Segundo testemunhas, dois homens armados com fuzis desceram de um carro preto e abriram fogo contra as vítimas, que haviam acabado de chegar.

Dois dos mortos estavam sendo investigados por possível ligação com a milícia local, responsável por ameaçar e extorquir dinheiro de moradores.

Seop prende suspeitos

O sábado e o domingo  de véspera de carnaval no Rio de Janeiro terminaram com dois suspeitos detidos por furto de celulares e com a retirada de pelo menos 130 objetos perfurocortantes de áreas de concentração de blocos.

As ocorrências foram registradas principalmente no Centro da cidade, onde a Secretaria de Ordem Pública (Seop) e a Polícia Militar reforçaram a fiscalização em pontos de grande fluxo de foliões.

No cordão do Boitatá, um dos suspeitos foi reconhecido por uma das vítimas, enquanto o outro tinha um mandado de prisão em aberto. Os nomes não foram divulgados pelas autoridades.

Além das prisões, a operação resultou na apreensão de 689 garrafas de vidro, 32 facas, um martelo e dois botijões de gás, itens considerados de risco para a segurança do público.

Dezenas de tesouras, alicates e outras lâminas também foram recolhidas nos bloqueios montados pela Polícia Militar nos acessos às concentrações de foliões.

Segundo os agentes, a maior aglomeração foi registrada na Rua Primeiro de Março, no circuito do megabloco Preta Gil, área que recebeu reforço de equipes e revistas preventivas.

Objetivo 

As forças de segurança afirmam que as ações têm como foco coibir furtos, evitar a entrada de objetos perigosos e reduzir riscos em eventos de grande porte durante o carnaval.

A orientação é para que os foliões evitem levar itens proibidos e redobrem a atenção com pertences pessoais, especialmente em locais de maior concentração de público.

 

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