Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

Ataque a vilarejo na Nigéria deixa mais de 160 mortos

Um ataque brutal em Woro, na Nigéria, resulta em mais de 160 mortos, atribuído a células terroristas após operações militares contra grupos jihadistas.

Quarta, 04 de Fevereiro de 2026 às 14:53, por: CdB

O ataque ocorreu na noite de terça-feira, após recentes operações militares contra “elementos terroristas” em Kwara, uma das áreas da Nigéria assoladas pela atuação de gangues armadas e grupos jihadistas.

Por Redação, com ANSA – de Kwara, na Nigéria

Homens armados mataram mais de 160 pessoas em um ataque contra o vilarejo de Woro, no centro-oeste da Nigéria, ação atribuída pelas autoridades locais a “células terroristas”.

Ataque a vilarejo na Nigéria deixa mais de 160 mortos | Operação contra jihadistas no norte da Nigéria, em foto de arquivo
Operação contra jihadistas no norte da Nigéria, em foto de arquivo

– Segundo os relatos, o balanço de vítimas é de 162, enquanto as buscas por outros corpos continuam – afirmou o secretário da Cruz Vermelha no estado de Kwara, Babaomo Ayodeji, à agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP).

O ataque ocorreu na noite de terça-feira, após recentes operações militares contra “elementos terroristas” em Kwara, uma das áreas da Nigéria assoladas pela atuação de gangues armadas e grupos jihadistas.

Ainda não há, no entanto, informações precisas sobre a autoria do massacre, embora o governo estadual culpe ” terroristas”, sem especificar quais. “É uma expressão covarde de frustração por parte de células terroristas na sequência das campanhas antiterrorismo em curso em algumas partes do estado”, disse o governador AbdulRahman AbdulRazaq.

Katsina

Em outro ataque no Estado de Katsina, no extremo-norte da Nigéria, também na terça-feira, suspeitos mataram 23 civis em uma suposta represália por recentes operações militares que resultaram na morte de 27 combatentes pela força aérea nigeriana.

A insegurança no país mais populoso da África tem estado nos holofotes nos últimos meses, desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bombardeou alvos atribuídos ao Estado Islâmico (EI) no noroeste nigeriano, que há anos enfrenta uma insurgência de rebeldes jihadistas, alegando um suposto “genocídio” contra cristãos.

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