Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2026

Deputada democrata é atacada durante discurso em Minneapolis

Durante um encontro com eleitores, a deputada democrata Ilhan Omar foi atacada com uma seringa. O incidente ocorre em meio a tensões sobre imigração na cidade.

Quarta, 28 de Janeiro de 2026 às 12:22, por: CdB

Após o ataque, a deputada de Minnesota manteve-se no encontro, em uma cidade abalada há semanas por operações de imigração e por protestos contra estas ações.

Por Redação, com Lusa – de Washington

A congressista democrata Ilhan Omar – alvo de críticas frequentes do presidente dos EUA, Donald Trump – foi atacada durante um encontro com eleitores em Minneapolis por um homem que segurava uma seringa e a borrifou com um líquido.

Deputada democrata é atacada durante discurso em Minneapolis | Ilhan Omar falava a eleitores em Minneapolils, na noite de terça-feira
Ilhan Omar falava a eleitores em Minneapolils, na noite de terça-feira

Enquanto Ilhan Omar, conhecida figura de esquerda, discursava atrás de um púlpito, na terça-feira, um homem se aproximou dela e borrifou um líquido não identificado antes de ser contido por um agente da segurança, mostram imagens publicadas em redes sociais.

Após o ataque, a deputada de Minnesota manteve-se no encontro, em uma cidade abalada há semanas por operações de imigração e por protestos contra estas ações.

A plateia aplaudiu quando o homem foi imobilizado, ficando com os braços amarrados atrás das costas.

Pouco antes, Omar pediu a abolição da agência de imigração dos EUA (ICE) e a renúncia da secretária da Segurança Interna, Kristi Noem. “A ICE não pode ser reformada”, declarou.

A polícia de Minneapolis afirmou que os agentes viram o homem usar uma seringa para borrifar um líquido na direção da democrata.

Depois de imobilizado, o homem foi levado para a prisão do condado, informou o porta-voz local da instituição, Trevor Folke, em declarações à agência norte-americana de notícias Associated Press (AP).

Omar prosseguiu com seu discurso após o homem ser retirado da sala pela equipe de segurança, afirmando que não se deixaria intimidar.

Jornalistas disseram que sentiram um cheiro forte, semelhante a vinagre, quando o homem pressionou a seringa. Ao sair, a congressista afirmou que ficou perturbada, mas que não estava ferida. Omar foi atendida por uma equipa médica.

– Estou bem. Sou uma sobrevivente, esse pequeno agitador não vai me intimidar. Não deixo os ‘bullies’ vencerem. Grata aos meus incríveis eleitores que estiveram comigo – escreveu mais tarde na rede social X.

Repercussão

A Casa Branca não respondeu de imediato à AP, que pediu um comentário na terça-feira à noite.

O presidente Donald Trump tem criticado frequentemente a congressista e intensificado os ataques verbais nos últimos meses, quando concentra as atenções em Minneapolis.

Durante uma reunião de gabinete em dezembro, o presidente insultou a congressista, a quem chamou de “lixo”.

Horas antes, na terça-feira, o presidente criticou Omar ao discursar para uma multidão no estado de Iowa, dizendo que seu governo só deixaria entrar imigrantes que “possam mostrar que amam” os EUA.

– Ela vem de um país que é um desastre. Acho que nem é considerado sequer um país – disse Donald Trump sobre Ilhan, nascida na Somália.

A congressista republicana da Carolina do Sul Nancy Mace denunciou a agressão. “Estou profundamente perturbada por saber que Ilhan Omar foi atacada hoje”, disse em uma publicação na rede social X.

“Independentemente de discordar veementemente da sua retórica — e eu discordo —, nenhum parlamentar eleito deve enfrentar ataques físicos. Não é assim que somos”, acrescentou.

O prefeito de Minneapolis, o democrata Jacob Frey, também condenou o ataque na rede social X.

– Inaceitável. A violência e a intimidação não têm lugar em Minneapolis. Podemos discordar sem colocar as pessoas em risco – escreveu.

Ataques

O ataque ocorreu dias depois de um homem ter sido detido no Utah por supostamente ter dado um soco no rosto do congressista Maxwell Frost, um democrata da Flórida, durante o Festival de Cinema de Sundance e de ter dito que Trump iria deportá-lo.

As ameaças contra membros do Congresso aumentaram nos últimos anos, atingindo o pico em 2021, após o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio, antes de registrarem uma leve queda e voltarem a subir, de acordo com os números mais recentes da polícia do Capitólio dos EUA.

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