A partir de agora, o acesso de carro à famosa igrejinha de Santa Maddalena, um dos principais cartões-postais da região, foi amplamente limitado.
Por Redação, com ANSA – de Roma
Após a instalação de catracas para impedir selfies em Seceda, na Itália, as autoridades de Val di Funes, na província de Bolzano, declararam guerra aos turistas que visitam o local apenas para tirar uma foto e ir embora.

A partir de agora, o acesso de carro à famosa igrejinha de Santa Maddalena, um dos principais cartões-postais da região, foi amplamente limitado com o objetivo de afastar o altíssimo fluxo turístico, impulsionado por fotos do local utilizadas em cartões telefônicos na China.
– Não estamos falando de turismo excessivo, mas de turistas que vêm ao nosso vale, tiram uma foto e vão embora. Simplesmente fazem um clique e vão embora – reclamou o prefeito de Funes, Peter Pernthaler.
O político afirmou que a grande presença de visitantes tem causado bastante incômodo à população local, principalmente devido aos carros estacionados em espaços inadequados e ao lixo abandonado nos pastos onde as vacas costumam comer durante o verão.
– Deixamos claro que as coisas não podiam continuar assim e que era preciso fazer algo, nomeadamente disponibilizar mais duas pessoas para fiscalizar os estacionamentos em Santa Maddalena e também aumentar o preço do estacionamento – acrescentou o prefeito, destacando ainda que Funes investe em turismo sustentável há décadas.
Visitantes asiáticos
Para impedir que pessoas contornem a primeira barreira, principalmente visitantes asiáticos, Pernthaler revelou que as autoridades instalarão uma segunda, que permitirá acesso livre apenas a moradores e hóspedes de hotéis.
Por fim, o prefeito recordou que as montanhas locais viralizaram entre os chineses devido à comercialização, no início dos anos 2000, de milhões de cartões telefônicos com imagens da região.
– Tudo começou em 2005, na China, quando venderam milhões de cartões telefônicos com fotos das nossas montanhas. Depois disso, muita gente quis vir para o nosso vale – recordou Pernthaler.