Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2026

Caso Master: PF apura obstrução ao inquérito, na operação em SC

A Polícia Federal realiza buscas em SC para investigar crimes financeiros relacionados ao Rioprevidência e Banco Master. Descubra os detalhes da operação.

Quarta, 11 de Fevereiro de 2026 às 11:38, por: CdB

Um dos ocupantes do imóvel arremessou pela janela uma mala com dinheiro em espécie quando os agentes chegaram ao local.

Por Redação, com CartaCapital – de Brasília

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira, novas buscas para investigar possíveis crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de aposentadorias e pensões de servidores do Rio de Janeiro, investidos no Banco Master. Essa é a terceira fase da operação batizada de Barco de Papel.

Caso Master: PF apura obstrução ao inquérito, na operação em SC | Dinheiro em espécie encontrado em apartamento de um dos investigados
Dinheiro em espécie encontrado em apartamento de um dos investigados

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. Segundo a PF, o objetivo desta etapa é localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo após fases anteriores da investigação.

Ordens judiciais

Durante o cumprimento das ordens judiciais em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do imóvel arremessou pela janela uma mala com dinheiro em espécie quando os agentes chegaram ao local. O material foi recuperado pelos policiais. 

Além disso, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones, que passarão por análise.

A investigação envolve aplicações financeiras feitas pelo Rioprevidência em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo previdenciário teria investido cerca de R$ 970 milhões na instituição, posteriormente liquidada pelo Banco Central.

As apurações buscam esclarecer se houve gestão fraudulenta, desvio de recursos e outras irregularidades nas decisões de investimento.

As ordens judiciais desta fase foram autorizadas pela Justiça Federal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas. A Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados nesta etapa.

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