O grupo criminoso apresentava joias falsas para obtenção de empréstimos, tendo causado prejuízo estimado em mais de R$ 800 mil; mandados foram cumpridos no DF e em Santa Catarina.
Por Redação, com ACS – de Brasília
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira, a Operação Ouro de Tolo, com o objetivo de desarticular grupo criminoso envolvido em fraudes em contratos de penhor junto à Caixa Econômica Federal.

A investigação teve início em outubro de 2025, a partir de comunicação da área de segurança da Caixa, que identificou indícios de fraude na apresentação de joias falsas utilizadas como garantia em contratos de penhor.
Com o avanço das apurações e com o apoio da instituição financeira, foram identificados 75 contratos de penhor realizados pelo grupo, todos com o mesmo modus operandi, em diversas agências do Distrito Federal (DF), com prejuízo estimado em mais de R$ 800 mil.
Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois no DF e três na região de Florianópolis/SC. Também foi determinado o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 803.833,59.
De acordo com as investigações, os fraudadores utilizavam peças confeccionadas com outros metais, banhadas a ouro, com o objetivo de enganar os avaliadores da instituição financeira e de obter valores superiores nos contratos de penhor.
As investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros envolvidos.
Armas
A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira, a operação policial denominada Ghost Serial, com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas à comercialização irregular de armas de fogo e a práticas correlatas no município de Cruzeiro do Sul.
A ação decorreu do avanço das apurações instauradas a partir de elementos colhidos no curso de inquérito policial, que indicaram a existência de negociações clandestinas de armas de fogo e de estratégias voltadas à ocultação da origem e da rastreabilidade do armamento, inclusive mediante orientação para o registro fraudulento de ocorrência e para a possível adulteração de sinais identificadores.
A diligência teve por finalidade localizar e apreender armas, munições e instrumentos utilizados para a supressão ou para a adulteração de numeração, além de dispositivos eletrônicos, de mídias digitais e de registros de comunicação que possam contribuir para a completa elucidação dos fatos, para a identificação de outros envolvidos e para a interrupção da atividade ilícita.