Rio de Janeiro, 06 de Março de 2026

Aliado de Vorcaro segue em estado gravíssimo após ocorrência

Luiz Phillipi Mourão, o 'Sicário', está em estado crítico após tentativa de suicídio na Polícia Federal em Belo Horizonte. Entenda os detalhes.

Sexta, 06 de Março de 2026 às 12:46, por: CdB

Luiz Phillipi Mourão, conhecido como ‘Sicário’, está internado em estado crítico no Hospital João XXIII após tentativa de suicídio dentro da sede da Polícia Federal em Belo Horizonte.

Por Redação, com Agenda do Poder – de Brasília

O estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado pela Polícia Federal como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, é considerado gravíssimo após uma tentativa de suicídio dentro da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte.

Aliado de Vorcaro segue em estado gravíssimo após ocorrência | PF apura se ‘Sicário’ teve morte cerebral
PF apura se ‘Sicário’ teve morte cerebral

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Mourão permanece internado em estado crítico no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital João XXIII, na capital mineira. O órgão informou nesta sexta que, apesar da gravidade do quadro, ainda não foi aberto protocolo para confirmação de morte encefálica.

Na noite de quarta-feira, a Polícia Federal havia informado que médicos do hospital teriam constatado morte cerebral. Pouco depois, o governo de Minas atualizou a informação e afirmou que o paciente seguia vivo, porém em estado extremamente grave.

Mourão foi socorrido na tarde de quarta-feira dentro da sede da Polícia Federal, onde estava preso após ser detido na terceira fase da Operação Compliance Zero. Segundo a corporação, ele aguardava a audiência de custódia quando tentou tirar a própria vida.

Policiais federais que estavam no local prestaram os primeiros socorros, iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe médica deu continuidade ao atendimento até a transferência do custodiado para a unidade hospitalar.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do caso. As imagens do ocorrido foram encaminhadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do processo relacionado ao Banco Master. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS também solicitou acesso às apurações.

Em nota, a defesa de Mourão afirmou que esteve com o investigado poucas horas antes do episódio e disse não ter percebido qualquer alteração de comportamento. Segundo os advogados, até por volta das 14h ele estava “em plena integridade física e mental”.

“Sicário”

Conhecido entre aliados pelo apelido de “Sicário”, termo associado a matadores de aluguel, Mourão foi preso na mesma operação que levou à segunda detenção do banqueiro Daniel Vorcaro.

As investigações apontam suspeitas de tentativa de obstrução de Justiça, ameaça e coação de testemunhas, além de corrupção de servidores do Banco Central e fraudes contra o sistema bancário.

De acordo com relatório da Polícia Federal, Mourão teria desempenhado funções estratégicas dentro do suposto esquema, como monitoramento de alvos, extração ilegal de dados de sistemas sigilosos e ações de intimidação contra testemunhas, ex-funcionários e jornalistas.

Ainda segundo os investigadores, há indícios de que ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para prestar esses serviços, valores que fariam parte da estrutura montada para proteger os interesses de Daniel Vorcaro.

Edições digital e impressa