Rio de Janeiro, 27 de Março de 2026

Boulos reconsidera e decide permanecer no PSOL junto com seus aliados

Guilherme Boulos anuncia permanência no PSOL, destacando a importância do partido para a esquerda brasileira e evitando a inviabilização institucional.

Sexta, 27 de Março de 2026 às 20:37, por: CdB

Boulos avaliou que a saída de seu grupo político poderia comprometer a sobrevivência institucional da sigla.

Por Redação – de Brasília

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, o deputado licenciado Guilherme Boulos (PSOL-SP) anunciou, nesta sexta-feira, que permanecerá no partido após meses de discussões sobre uma possível filiação ao PT. A decisão ocorre em meio a divergências internas e ao debate sobre estratégias eleitorais para este ano.

Boulos reconsidera e decide permanecer no PSOL junto com seus aliados | Guilherme Boulos assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República
Guilherme Boulos assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República

O político paulista avaliou que a saída de seu grupo político poderia comprometer a sobrevivência institucional da sigla. Em nota divulgada nas redes sociais, nesta manhã, Boulos afirmou que o Movimento por uma Revolução Solidária, ala do partido ligado ao ministro, permanecerá no PSOL.

“Comunicamos a decisão do nosso grupo político (Movimento por uma Revolução Solidária) de permanecer no PSOL para a disputa das eleições de 2026. Apesar do grave erro assumido pela maioria do partido em rejeitar compor uma federação da esquerda, entendemos que o PSOL tem sua importância na esquerda brasileira — acrescentou.

 

Risco

O grupo liderado por Boulos reúne parlamentares com forte desempenho eleitoral, como a deputada federal Erika Hilton; além de nomes como Henrique Vieira (RJ), Carlos Gianazzi (SP), Ediane Maria (SP), Renata Souza (RJ) e Yuri Moura (RJ).

Na avaliação da corrente interna, a eventual saída dessas personalidades poderia comprometer o desempenho eleitoral do partido. “Uma saída imediata destas figuras do PSOL tornaria praticamente impossível ao partido ultrapassar a cláusula de barreira, levando à sua inviabilização institucional”, afirmou Boulos, em nota pública.

O comunicado também aponta tensões dentro do partido, com críticas ao que classificou como “fogo amigo”.

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