Boulos avaliou que a saída de seu grupo político poderia comprometer a sobrevivência institucional da sigla.
Por Redação – de Brasília
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, o deputado licenciado Guilherme Boulos (PSOL-SP) anunciou, nesta sexta-feira, que permanecerá no partido após meses de discussões sobre uma possível filiação ao PT. A decisão ocorre em meio a divergências internas e ao debate sobre estratégias eleitorais para este ano.

O político paulista avaliou que a saída de seu grupo político poderia comprometer a sobrevivência institucional da sigla. Em nota divulgada nas redes sociais, nesta manhã, Boulos afirmou que o Movimento por uma Revolução Solidária, ala do partido ligado ao ministro, permanecerá no PSOL.
“Comunicamos a decisão do nosso grupo político (Movimento por uma Revolução Solidária) de permanecer no PSOL para a disputa das eleições de 2026. Apesar do grave erro assumido pela maioria do partido em rejeitar compor uma federação da esquerda, entendemos que o PSOL tem sua importância na esquerda brasileira — acrescentou.
Risco
O grupo liderado por Boulos reúne parlamentares com forte desempenho eleitoral, como a deputada federal Erika Hilton; além de nomes como Henrique Vieira (RJ), Carlos Gianazzi (SP), Ediane Maria (SP), Renata Souza (RJ) e Yuri Moura (RJ).
Na avaliação da corrente interna, a eventual saída dessas personalidades poderia comprometer o desempenho eleitoral do partido. “Uma saída imediata destas figuras do PSOL tornaria praticamente impossível ao partido ultrapassar a cláusula de barreira, levando à sua inviabilização institucional”, afirmou Boulos, em nota pública.
O comunicado também aponta tensões dentro do partido, com críticas ao que classificou como “fogo amigo”.