Bolsonaros compram em espécie mas evitam guardar dinheiro vivo
A prática de não guardar dinheiro vivo informada pela família ao TSE é diferente daquela adotada nos negócios imobiliários. Como revelou o portal UOL, na véspera, Bolsonaro, duas ex-mulheres - Rogéria e Ana Cristina - e três filhos compraram 51 casas, apartamentos, salas comerciais e lotes de R$ 18,9 milhões, corrigidos, com dinheiro em espécie.
A prática de não guardar dinheiro vivo informada pela família ao TSE é diferente daquela adotada nos negócios imobiliários. Como revelou o portal UOL, na véspera, Bolsonaro, duas ex-mulheres - Rogéria e Ana Cristina - e três filhos compraram 51 casas, apartamentos, salas comerciais e lotes de R$ 18,9 milhões, corrigidos, com dinheiro em espécie.
Por Redação - de São Paulo
Embora tenham quitado a compra de mais de 20 imóveis em dinheiro vivo, o clã do presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo declarações de bens e renda entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não tem o costume de guardar dinheiro vivo em casa. De 1998 até as eleições deste ano, apenas o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) informou à Corte ter guardado R$ 20 mil em espécie por ao menos oito anos.
O vereador Carlos Bolsonaro foi o único que admitiu guardar altas somas em dinheiro vivo
A prática informada pela família ao TSE é diferente daquela adotada nos negócios imobiliários. Como revelou o portal UOL, na véspera, Bolsonaro, duas ex-mulheres - Rogéria e Ana Cristina - e três filhos compraram 51 casas, apartamentos, salas comerciais e lotes de R$ 18,9 milhões, corrigidos, com dinheiro em espécie.
O TSE registra o patrimônio de candidatos a cada eleição e levantamento do diário conservador O Estado de S. Paulo (OESP) identificou que Bolsonaro e seus filhos Flávio e Eduardo nunca informaram ter dinheiro vivo em casa.
Problema
O filho ’02' informou ter R$ 20 mil em espécie nas eleições de 2012, 2016 e 2020, quando concorreu ao cargo de vereador no Rio. Nas quatro declarações aparece: “Dinheiro em espécie guardado em casa”. Na noite passada, ao ser questionado sobre a compra de imóveis com dinheiro vivo, Bolsonaro minimizou.
— Qual é o problema de comprar com dinheiro vivo algum imóvel, eu não sei o que está escrito na matéria... Qual é o problema? — questionou.
O presidente também frisou que não se importaria com possíveis investigações.
— Então tudo bem. Investiga, meu Deus do céu — concluiu.