Na semana passada, a defesa de Bolsonaro pediu autorização a Moraes para que o preso seja submetido a uma nova bateria de exames.
Por Redaça2o – de Brasília
O ex-mandatário neofascista está diante de uma nova expectativa, a de permanecer em sua mansão, onde cumpre prisão domiciliar humanitária, ou se volta para uma cela no Presídio da Papuda. A decisão será do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda avaliava, nesta segunda-feira, tanto o quadro clínico quanto a conduta do apenado.

Na semana passada, a defesa de Bolsonaro pediu autorização a Moraes para que o preso seja submetido a uma nova bateria de exames. Os advogados dizem que os procedimentos são necessários para acompanhar a evolução de problemas respiratórios e gastrointestinais relatados pela equipe médica.
Entre os exames solicitados estavam uma tomografia computadorizada do tórax e do abdômen, uma endoscopia digestiva alta e uma pHmetria esofágica, procedimento usado para medir o grau de acidez no esôfago. De acordo com os médicos, a avaliação é considerada essencial para monitorar um quadro de pneumonia broncoaspirativa e investigar esofagite erosiva, gastrite crônica, doença do refluxo gastroesofágico, má digestão e crises recorrentes de soluço.
Segurança
O relatório apresentado pela defesa afirma que Bolsonaro teve piora significativa nos episódios de soluço durante prisão domiciliar. Pela intensidade e pela frequência das crises, os médicos informaram que foi necessário administrar doses extras de medicamentos, chegando ao chamado “limite terapêutico de segurança”.
Do ponto de vista cardiológico, o documento médico aponta que sua saúde permanece estável, com a pressão arterial controlada por remédios.