Rio de Janeiro, 14 de Março de 2026

Se Bolsonaro melhorar de saúde, defesa pedirá prisão domiciliar

Jair Bolsonaro, internado com broncopneumonia, pode ter pedido de prisão domiciliar analisado pela defesa. Entenda a situação.

Sábado, 14 de Março de 2026 às 16:05, por: CdB

Bolsonaro encontra-se internado em uma unidade de terapia intensiva, com um quadro de broncopneumonia. O paciente está “estável clinicamente”, de acordo com informe médico.

Por Redação – de Brasília

Se o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL) sair vivo da atual crise de saúde que o levou, mais uma vez, a um tratamento médico, sua defesa pretende ingressar, nos próximos dias, com um novo pedido para transferência do preso em uma cela do presídio conhecido como ‘Papudinha’ para a mansão onde mora, em um bairro elegante da Capital Federal. Segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil junto a um interlocutor dos advogados, em condição de anonimato, a internação de Bolsonaro será usada como argumento junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para “sensibilizar os ministros”.

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Bolsonaro encontra-se internado em uma unidade de terapia intensiva, com um quadro de broncopneumonia. O paciente está “estável clinicamente”, de acordo com informe médico, embora os exames realizados na manhã deste sábado indiquem uma piora da função renal e marcadores inflamatórios mais altos.

O hospital DF Star, em Brasília, informou que não há previsão de alta para o paciente. Bolsonaro, de 70 anos, recebe tratamento que inclui antibióticos, hidratação intravenosa, fisioterapia respiratória e motora e medidas preventivas contra trombose venosa, acrescentou o boletim.

 

Infecção

O ex-presidente, que cumpre uma sentença de 27 anos de cadeia em regime fechado por liderar o golpe de Estado fracassado no 8/1, foi internado na véspera após um episódio de broncoaspiração que levou à broncopneumonia, uma infecção pulmonar que se espalha das vias aéreas para os pulmões e pode causar dificuldades respiratórias.

Familiares e os advogados de Bolsonaro aguardavam uma oportunidade para tentar, novamente, ingressar com pedido de transferência do apenado para a prisão domiciliar, desde que foi preso no ano passado por tentativa de fuga ao danificar a tornozeleira eletrônica que portava, por determinação judicial. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, negou petições anteriores, com a maioria da Corte Suprema favorável à medida.

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