Bolsonaro encontra-se internado em uma unidade de terapia intensiva, com um quadro de broncopneumonia. O paciente está “estável clinicamente”, de acordo com informe médico.
Por Redação – de Brasília
Se o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL) sair vivo da atual crise de saúde que o levou, mais uma vez, a um tratamento médico, sua defesa pretende ingressar, nos próximos dias, com um novo pedido para transferência do preso em uma cela do presídio conhecido como ‘Papudinha’ para a mansão onde mora, em um bairro elegante da Capital Federal. Segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil junto a um interlocutor dos advogados, em condição de anonimato, a internação de Bolsonaro será usada como argumento junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para “sensibilizar os ministros”.

Bolsonaro encontra-se internado em uma unidade de terapia intensiva, com um quadro de broncopneumonia. O paciente está “estável clinicamente”, de acordo com informe médico, embora os exames realizados na manhã deste sábado indiquem uma piora da função renal e marcadores inflamatórios mais altos.
O hospital DF Star, em Brasília, informou que não há previsão de alta para o paciente. Bolsonaro, de 70 anos, recebe tratamento que inclui antibióticos, hidratação intravenosa, fisioterapia respiratória e motora e medidas preventivas contra trombose venosa, acrescentou o boletim.
Infecção
O ex-presidente, que cumpre uma sentença de 27 anos de cadeia em regime fechado por liderar o golpe de Estado fracassado no 8/1, foi internado na véspera após um episódio de broncoaspiração que levou à broncopneumonia, uma infecção pulmonar que se espalha das vias aéreas para os pulmões e pode causar dificuldades respiratórias.
Familiares e os advogados de Bolsonaro aguardavam uma oportunidade para tentar, novamente, ingressar com pedido de transferência do apenado para a prisão domiciliar, desde que foi preso no ano passado por tentativa de fuga ao danificar a tornozeleira eletrônica que portava, por determinação judicial. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, negou petições anteriores, com a maioria da Corte Suprema favorável à medida.