Além da UE e da Espanha, os governos do Brasil e Colômbia estão entre os que não reconheceram a reeleição de Maduro nas eleições.
Por Redação, com ANSA – de Bruxelas
União Europeia garantiu, nesta terça-feira, que irá manter relações com a Venezuela a fim de proteger os interesses do bloco.

– Embora não tenhamos reconhecido a legitimidade do presidente Nicolás Maduro, e o mesmo se aplica a Delcy Rodríguez, manteremos um diálogo direcionado com as autoridades venezuelanas para salvaguardar nossos interesses e defender nossos princípios – disse a porta-voz da Comissão Europeia, Anitta Hipper, durante a coletiva de imprensa diária.
Hipper lembrou ainda que “as autoridades venezuelanas derivam de um processo eleitoral que não respeitou a vontade popular de mudança democrática”, referindo-se aos 27 anos do chavismo no poder.
– Portanto, ontem e hoje enfatizamos que o futuro da Venezuela deve ser moldado por meio de um diálogo inclusivo que leve a uma transição democrática, que inclua todos os atores comprometidos com a democracia, inclusive os líderes da oposição democraticamente eleitos – frisou a porta-voz.
Chefe de Estado
Maduro permaneceu como chefe de Estado para um terceiro mandato depois das últimas eleições, realizadas em meados de 2024, ainda que o resultado nunca tenha sido comprovado com as atas do pleito. Para a oposição, o vencedor foi Edmundo González, que se exilou na Espanha devido à permanência do chavista no poder.
Além da UE e da Espanha, os governos do Brasil e Colômbia estão entre os que não reconheceram a reeleição de Maduro nas eleições.
Com a captura do mandatário de Caracas pelos Estados Unidos no sábado, sua vice, Delcy Rodríguez, assumiu como presidente interina na noite de ontem. Seu mandato provisório inicial é de 90 dias.