Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2026

Toffoli descarta hipótese de se considerar impedido, no caso Master

Ministro Dias Toffoli rejeita se declarar impedido em caso do Banco Master, apesar das críticas e apurações sobre vínculos familiares com a instituição liquidada.

Segunda, 19 de Janeiro de 2026 às 20:33, por: CdB

Uma série de apurações realizadas pela mídia conservadora também aponta vínculos profissionais entre familiares do ministro e a instituição financeira liquidada.

Por Redação – de Brasília

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli descartou nesta segunda-feira a possibilidade de se declarar impedido para relatar o processo envolvendo o Banco Master, apesar do crescimento das críticas à sua atuação no caso. A informação foi atribuída a interlocutores da Corte ouvidos pela revista CartaCapital, em relato reproduzido pelo site de notícias Diário do Centro do Mundo (DCM), nesta tarde.

Toffoli descarta hipótese de se considerar impedido, no caso Master | Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli é o relator do processo
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli é o relator do processo

Interlocutores do ministro disseram que a hipótese de impedimento é vista como “fora do radar” pelo próprio magistrado, mesmo após a controvérsia ganhar força com a divulgação de que Toffoli viajou em um jatinho particular ao lado de um advogado ligado a Daniel Vorcaro, controlador do banco. A viagem ocorreu pouco depois de o ministro ter determinado sigilo rigoroso sobre o processo.

Uma série de apurações realizadas pela mídia conservadora também aponta vínculos profissionais entre familiares do ministro e a instituição financeira liquidada, elemento que ampliou o escrutínio público e institucional em torno da permanência de Toffoli na relatoria. No STF, o caso passou a ser acompanhado com cautela, diante do potencial desgaste para a Corte e do ambiente de pressão política criado pela sucessão de questionamentos.

 

Suspeição

Além das críticas externas, Toffoli passou a ter atritos com a Polícia Federal, conforme os relatos sobre decisões tomadas no âmbito do processo. Em uma delas, após autorizar buscas e apreensões, o ministro determinou que todo o material recolhido fosse lacrado e encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), impedindo a análise imediata pela PF.

A medida chamou atenção dentro do próprio sistema de Justiça porque a Polícia Federal (PF) é descrita como o órgão com a tecnologia necessária para acessar aparelhos eletrônicos apreendidos. Ainda assim, aliados relataram que o ministro continua “trabalhando normalmente”, embora reconheçam, de forma reservada, que o volume de questionamentos produz impacto político e institucional.

Na Corte, integrantes avaliam que pedidos formais de suspeição ainda podem ser apresentados. Caso isso ocorra, caberá à Presidência do STF decidir sobre os próximos passos. Os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, que se alternam na Presidência do STF, acompanham o caso sem manifestações públicas, de acordo com o relato.

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