Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Rui Falcão abre novo pedido para processar ’01' por alta corrupção

O líder petista pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, o rastreamento da origem e do destino dos recursos e a apuração de eventual...

Sexta, 30 de Outubro de 2026 às 17:18, por: CdB

O líder petista pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, o rastreamento da origem e do destino dos recursos e a apuração de eventual relação entre os pagamentos milionários e o exercício do mandato.

Da Redação – de Brasília

O deputado Rui Falcão (PT-SP) encaminhou uma nova notícia de fato à Procuradoria-Geral da República (PGR), em trâmite a partir desta sexta-feira, em que solicita uma investigação criminal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vulgo ’01’, e o advogado Edvaldo Nilo de Almeida, integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Rui Falcão
Rui Falcão (PT-SP)

A representação foi motivada pela revelação de que o escritório de ’01′ recebeu R$ 4 milhões da banca de Edvaldo Nilo, em duas parcelas de R$ 2 milhões, nos meses que antecederam a votação do Senado que aprovou sua recondução ao CNMP. O parlamentar de ultradireita participou da deliberação sem declarar impedimento.

O líder petista pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, o rastreamento da origem e do destino dos recursos e a apuração de eventual relação entre os pagamentos milionários e o exercício do mandato.

Valores

Os pagamentos foram documentados em notas fiscais emitidas em agosto e outubro de 2025, ambas com a descrição genérica de “assessoria jurídica”, sem identificação dos clientes ou das causas que justificariam os valores. A segunda transferência ocorreu em 21 de outubro, apenas 22 dias antes da votação no Senado sobre a referida matéria.

Segundo matérias veiculadas na maior parte dos veículos de comunicação do país, a banca de Edvaldo Nilo, especializada em precatórios, obteve receita de R$ 143 milhões em 2025, proveniente quase integralmente de órgãos públicos e hospitais beneficentes. Almeida afirmou que os pagamentos decorreram de serviços prestados a clientes privados, mas não identificou os beneficiários.

A representação questiona se os R$ 4 milhões remuneraram serviços efetivamente realizados ou se contratos e notas fiscais podem ter sido utilizados para dissimular vantagens indevidas relacionadas à recondução ao CNMP.

Willer Tomaz

Rui Falcão solicitou à PGR relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, a apresentação dos contratos e documentos comprobatórios dos serviços e o rastreamento das operações realizadas nas contas do BRB e do Santander.

Pediu, ainda, que seja examinada a possível conexão com o inquérito em andamento no STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo movimentações financeiras relacionadas a Flávio Bolsonaro e ao advogado Willer Tomaz.

— A questão central é esclarecer a natureza desses R$ 4 milhões, a efetiva prestação dos serviços e se houve alguma contrapartida relacionada ao voto parlamentar — concluiu Falcão.

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