Fonte próxima à administração dos EUA e à família Bolsonaro, segundo a agência, afirmou que a administração dos EUA está “ciente da partida” de ’01′ rumo a um aeroporto no Sul do país.
Por Redação – de Brasília
O senador Flávio Bolsonaro (PL), vulgo filho ’01’, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de domingo, fugiu para os Estados Unidos em um voo que partiu da Argentina, segundo relatos de pessoas próximas ao parlamentar à agência inglesa de notícias Reuters, no final da manhã desta terça-feira. A viagem teria sido organizada depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o recolhimento de seus passaportes.

Aliados afirmavam, logo depois que a notícia se espalhou, que o senador está incomunicável e que a aeronave deverá pousar em território norte-americano ainda nesta noite, após negociar o pedido de asilo do governo de Donald Trump. Fonte próxima à administração dos EUA e à família Bolsonaro, segundo a agência, afirmou que a administração dos EUA está “ciente da partida” de ’01′ rumo a um aeroporto no Sul do país.
Ainda de acordo com interlocutores do político foragido, a operação foi planejada e viabilizada por um advogado próximo à família Bolsonaro. O coordenador da campanha presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN), ainda pela manhã, negou ’01′ tivesse fugido, e ganhou com isso um tempo precioso para o colega.
Oposição
Na véspera, em vídeo publicado em suas redes sociais após ser intimado para entregar seu passaporte em 24 horas, Flávio negou ter a intenção de deixar o Brasil e disse que ficaria no país para, segundo ele, organizar a oposição ao governo do presidente Lula.
Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro juntamente com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.
A decisão do ministro do STF foi tomada após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, dizer em uma transmissão nas redes sociais que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial.
Interpol
No início desta tarde, os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG); além da deputada eleita Ana Elisa (PT-MG), pediram ao ministro Alexandre de Moraes a prisão preventiva do senador. Os parlamentares também solicitaram a inclusão de seu nome no alerta vermelho da Interpol caso seja expedido um mandado de prisão.
Também chamado de Difusão Vermelha (Red Notice), a medida é um alerta global emitido pela Interpol para localizar e solicitar a prisão provisória de foragidos da justiça até que ocorra a extradição.
Segundo a notícia de fato, Flávio descumpriu o prazo para entregar seus passaportes, encerrado às 11h desta terça. O documento aponta que o senador estava proibido de deixar o Brasil e que seus advogados e aliados não conseguiam localizá-lo. Para os autores, essas circunstâncias demonstram risco de fuga e justificam a prisão. Eles pedem uma manifestação urgente da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Jatinho
Nesta madrugada, o site argentino de notícias ‘Infobae’, o maior de notícias da Argentina, publicou que o senador teria cruzado a fronteira com seu documento nacional de identidade. Desde Porto Iguaçu, ele pegaria um avião Gulfstream rumo aos EUA.
A PF, então, passou a fazer um rastreamento nos pontos de fronteira do Brasil para verificar se a informação é verdadeira. O governo argentino afirmou igualmente que não havia registro da entrada oficial dele no país. Se ocorreu, portanto, ela foi clandestina.
No documento enviado ao STF, os petistas também pediram que a defesa informe o paradeiro de ’01′ e que a Argentina forneça registros dos passageiros e identifique quem contratou o avião utilizado na fuga.