A saída do país ocorre no momento em que avançam as apurações da Polícia Federal (PF) sobre lavagem de dinheiro e irregularidades em apostas virtuais e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Da Redação – de Brasília
Amigo do candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), ou filho ’01’ como também é conhecido, o advogado e empresário Willer Tomaz viajou para Miami (FL-EUA) na semana passada. A saída do país ocorre no momento em que avançam as apurações da Polícia Federal (PF) sobre lavagem de dinheiro e irregularidades em apostas virtuais e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo apurou a mídia conservadora, o suspeito não tem planos para voltar até domingo, dia das eleições presidenciais. O foco principal dos investigadores está nas transações financeiras de Tomaz no site de apostas ‘Blaze’, com o intuito de apurar se operações e transferências na plataforma serviram para ocultar a origem ou o destino de valores.
Em ação judicial movida pelo próprio jurista contra a empresa, documentos indicam um volume de R$ 6,6 bilhões em apostas registradas entre janeiro de 2025 e julho de 2026. A apuração atinge também a ‘Bet7K’, operada pelo grupo Ana Gaming, onde ele movimentou R$ 4,8 milhões em depósitos, saques e apostas.
Envolvidos
Além do setor de jogos, Tomaz é alvo da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de retenções indevidas em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS para identificar a circulação dos valores e a responsabilidade dos envolvidos.
A PF analisa ainda uma frente de investigação que envolve o senador ’01′. Os agentes examinam possíveis conexões financeiras e empresariais entre o parlamentar e o advogado, além de histórico de viagens conjuntas. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz negam a prática de qualquer irregularidade. O senador declara que possui apenas uma relação de amizade com o advogado.
Willer, no entanto, não é o único amigo de ’01’ envolvido em inquéritos rumorosos. O candidato recebeu R$ 3,1 milhões em doações de campanha feitas por dois empresários do agronegócio que tiveram problemas com o Judiciário. Eloi Vitório Marchett foi indiciado por formação de quadrilha e contrabando – o caso prescreveu antes de ser julgado –, enquanto Nelson José Vigolo é réu em um caso de corrupção na Bahia.