De acordo com o deputado, a suposta proposta de pagamento teria sido feita por um emissário do senador, segundo documento registrado em cartório por um ex-policial, ainda em 2025.
Por Redação – de Brasília
A volta aos trabalhos da CPMI do INSS, nesta quinta-feira, foi marcada pela denúncia de fraude contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o parlamentar teria participado de uma suposta articulação para oferecer R$ 5 milhões ao advogado Eli Cohen, com o objetivo de que ele prestasse depoimento contra o governo e tentasse envolver pessoas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas investigações sobre os crimes cometidos contra o INSS.

De acordo com o deputado, a suposta proposta de pagamento teria sido feita por um emissário do senador, segundo documento registrado em cartório por um ex-policial, ainda em 2025. Correia classificou a situação como extremamente grave e busca agora que o caso seja investigado pela Comissão.
— Eu estou apresentando o requerimento porque ele (Eli Cohen) vem aqui, e denuncia dois senadores, um que eu não posso falar o nome e o outro Flávio Bolsonaro, que teria mandado emissário para oferecer os R$ 5 milhões. É muito grave. Ele esteve aqui, falou um monte de coisa e agora é preciso esse rapaz vir aqui explicar, esse ex-policial — afirmou Correia.
Relato
De acordo com o relato apresentado, em 24 de outubro de 2025, o ex-policial Rogério Gilio Gomes teria formalizado um documento, com firma reconhecida, indicando que Eli Cohen teria pedido R$ 5 milhões para atacar Lula e o governo durante depoimento à CPMI do INSS.
Eli Cohen, que foi um dos primeiros denunciantes do esquema de desvios no INSS, já havia prestado depoimento em setembro e, na ocasião, mencionou o nome de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.