O PL exalta o fato de ter obtido cerca de um terço dos votos em favor de Douglas. A oposição, por sua vez, afirma que esse número pode ser visto como um teto do deputado na Alerj.
Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro
A eleição anulada para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro serviu como teste de forças para a base do deputado Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao governo estadual, e a oposição.

O PL exalta o fato de ter obtido cerca de um terço dos votos em favor de Douglas. A oposição, por sua vez, afirma que esse número pode ser visto como um teto do deputado na Alerj, com potencial de traições em caso de uma eleição indireta com voto secreto para escolha do governador-tampão e para a própria presidência da Assembleia.
O teste serviu para medir forças dos dois polos para a próxima disputa pela presidência da Alerj e uma eventual eleição indireta para a definição do governador-tampão, até 2026. Os próximos passos da política fluminense, contudo, dependem da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre como será conduzida a escolha do novo chefe do Executivo fluminense.
Castro
Quatro ministros já se posicionaram pela eleição direta, enquanto os demais discutiram apenas as regras do pleito conduzido pela Alerj. A sessão virtual extraordinária no Supremo foi interrompida por determinação do ministro Cristiano Zanin, que também suspendeu os trâmites para a eleição indireta.
Douglas, ex-secretário da gestão Cláudio Castro (PL), foi eleito com o voto de 45 dos 69 deputados aptos a votar no substituto de Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Alerj cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os que endossaram o nome do PL estão integrantes da aliança que o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) vem construindo para a eleição de outubro.