A representação aponta suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa contra o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por Redação – de Brasília
O deputados Rui Falcão (PT/SP) e Rogério Correia (PT/MG), apresentaram, nesta segunda-feira, notícia de fato ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A representação pede a abertura de inquérito para investigar possíveis crimes relacionados ao liquidado Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro; além de diligências para esclarecer a participação do magistrado em julgamentos de interesse da instituição financeira.

A representação aponta suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa. Entre os fatos que fundamentam o pedido estão supostos pagamentos mensais de R$ 500 mil associados ao filho do ministro, contratos advocatícios de até R$ 427 milhões envolvendo pessoas próximas e hospedagem em mansão de luxo custando aproximadamente R$ 1,45 milhão.
Sexo pago
No documento encaminhado ao STF, os parlamentares citam, ainda, “um suposto encontro com garota de programa pago por Vorcaro; viagem em aeronave particular custeada por advogada do banco; voto decisivo em julgamento bilionário após a retirada de registro de impedimento e demora na apreciação do pedido de instalação da CPI do Banco Master”.
A notícia de fato também alerta para a gravidade institucional de Nunes Marques presidir o TSE às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Os deputados sustentam que as suspeitas exigem investigação imediata, independente e rigorosa, para preservar a imparcialidade do Judiciário e a confiança pública na Justiça Eleitoral.
O pedido requer a atuação do STF, da Procuradoria-Geral da República e o encaminhamento das informações ao Senado, onde já foi apresentada denúncia por crime de responsabilidade contra o ministro.