Rio de Janeiro, 18 de Fevereiro de 2026

Planalto intensifica articulação para o fim da escala de 6x1

O governo Lula articula a aprovação da PEC para extinguir a escala 6x1, priorizando a discussão no Congresso em ano eleitoral.

Quarta, 18 de Fevereiro de 2026 às 20:06, por: CdB

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articulam para que a proposta de emenda à Constituição (PEC) seja aprovada ainda neste semestre e passe a figurar como uma das principais bandeiras da gestão em ano eleitoral.

Por Redação – de Brasília

Com a reabertura dos trabalhos legislativos após o carnaval, o governo intensificou as movimentações no Congresso para avançar com a proposta que extingue a escala 6×1, modelo que prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso. A medida é tratada como prioridade pelo Palácio do Planalto e integra a estratégia política da base aliada para o primeiro semestre.

Planalto intensifica articulação para o fim da escala de 6x1 | O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) comprou a ideia do fim da escala de 6×1
O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) comprou a ideia do fim da escala de 6×1

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articulam para que a proposta de emenda à Constituição (PEC) seja aprovada ainda neste semestre e passe a figurar como uma das principais bandeiras da gestão em ano eleitoral. O texto está atualmente sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e aguarda a designação de um relator.

O presidente da CCJ, deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), afirmou que pretende conduzir a tramitação ouvindo diversos setores envolvidos no debate. Segundo ele, serão consultados representantes da classe empresarial, sindicatos, trabalhadores e também “quem emprega”, antes que a proposta avance para as próximas etapas.

 

Debate

Apesar de contar com apelo popular, o tema é considerado sensível no Parlamento. Parlamentares da oposição têm apresentado ressalvas e defendem que qualquer alteração na jornada de trabalho leve em consideração os possíveis impactos econômicos para empregadores. Estudos e avaliações sobre efeitos como inflação e desemprego também passaram a integrar o debate público.

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a discussão como “inadiável” e sinalizou que a tramitação na Casa pode ser concluída até maio.

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