Ele deixou prisão domiciliar e foi levado a presídio em Ponta Grossa após suposta violação de medida cautelar.
Por Redação, com Agenda do Poder – de Brasília
O ex-assessor presidencial Filipe Martins foi preso na manhã desta sexta-feira em sua residência, na cidade de Ponta Grossa, no Paraná, e encaminhado a um presídio local. A prisão foi efetuada por agentes da Polícia Federal, que cumpriram mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Martins estava em prisão domiciliar desde o último sábado. A mudança no regime ocorreu após o ministro considerar que houve descumprimento de uma das medidas cautelares impostas ao investigado, especificamente a proibição de acessar redes sociais.
Decisão do STF e alegada violação
Segundo a decisão que determinou a prisão preventiva, Filipe Martins teria acessado a plataforma LinkedIn, o que configuraria violação direta das condições estabelecidas pela Justiça. A suposta consulta foi interpretada como quebra das restrições impostas durante o período de prisão domiciliar.
Com isso, Alexandre de Moraes entendeu que não estavam mais presentes as garantias necessárias para a manutenção das medidas alternativas à prisão, optando pela conversão do regime em prisão preventiva, mais rigorosa.
Condenação e recursos pendentes
Filipe Martins foi condenado por participação na trama golpista investigada no Supremo Tribunal Federal, por supostamente ter colaborado com a elaboração da chamada minuta do golpe. Ele nega as acusações e sustenta que não participou de qualquer articulação para romper a ordem democrática.
Apesar da condenação, o ex-assessor ainda não iniciou o cumprimento da pena definitiva. Isso ocorre porque os recursos apresentados por sua defesa contra a sentença ainda não foram totalmente analisados, o que impede o trânsito em julgado da decisão.
Ligação com o governo Bolsonaro
Martins integrou o núcleo mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro e teve atuação destacada na área de política externa durante o governo. Seu nome passou a figurar entre os principais alvos das investigações que apuram a tentativa de subversão do resultado eleitoral e a elaboração de medidas de exceção após as eleições.
A prisão desta sexta-feira representa mais um desdobramento das ações conduzidas pelo Supremo contra personagens centrais apontados como articuladores ou colaboradores da trama investigada.