A PF ressaltou que atualmente toda a atividade de lavra de ouro no Vale do Javari é ilegal e que, portanto, as ações de “desintrusão dessa importante hidrovia continuarão a ser realizadas.
Por Redação, com ABr - de Brasília
Policiais federais e fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) destruíram na manhã de quinta-feira balsas-dragas usadas no garimpo ilegal de ouro no Vale do Javari, no Amazonas.
De acordo com a Polícia Federal (PF), o trabalho é parte da Operação Tucandeira, que tem por objetivo a identificação, abordagem e a inutilização dessas balsas. A PF ressaltou que atualmente toda a atividade de lavra de ouro no Vale do Javari é ilegal e que, portanto, as ações de “desintrusão dessa importante hidrovia continuarão a ser realizadas, assim como serão estendidas a outras regiões de garimpo ilegal detectadas no estado do Amazonas”.
Base flutuante da PF
Uma base fluvial da PF foi deslocada de Manaus para o Vale do Javari. A embarcação servirá de ponto de apoio para realização de diversos trabalhos de prevenção e repressão ao crime na região.
Outros órgãos que atuam na repressão aos crimes que ocorrem na região também terão o suporte dessa base, que ficará instalada no município de Atalaia do Norte.
Ataques no RN
No Rio Grande do Norte, foram presos 15 suspeitos de liderarem ou participarem da organização criminosa responsável por ataques violentos. O estado chegou na quinta-feira ao décimo dia sob ações criminosos, com incêndios e tiros a prédios públicos e veículos.
As prisões ocorreram no âmbito da Operação Sentinela, deflagrada pelo Ministério Público Estadual, com apoio da Força Nacional, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria Estadual da Administração Penitenciária.
Foram cumpridos oito mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em dez municípios. Cinco pessoas não foram encontradas e passaram a ser consideradas foragidas.
De acordo com o Ministério da Justiça, a maioria dos presos já tinha condenação por crime organizado, tráfico de drogas, roubo e homicídios. Alguns cumpriam pena no regime semiaberto com uso de tornozeleira eletrônica, e violaram o monitoramento durante os ataques.
Os policiais apreenderam armas, drogas, celulares, dinheiro e documentos. Os presos foram levados para penitenciárias estaduais.
Novos ataques
Dois novos ataques foram confirmados nesta quinta-feira em Lagoa Nova e Natal. Na primeira, no interior do estado, um ônibus escolar e um trator foram incendiados. Os criminosos fugiram.
Na capital potiguar, criminosos atearam fogo em uma estação elevatória da Companhia de Águas e Esgotos.
Os ataques tiveram início no dia 14 deste mês, e já somam mais de 200 em diversas cidades. Agentes da Força Nacional foram enviados para reforçar a segurança pública no estado. O reforço deve ultrapassar mais de 800 homens.
O governo federal anunciou mais de R$ 100 milhões em investimento em 2023 para ampliar penitenciárias, dobrar o número de viaturas, compra de câmeras para uso de policiais e aparelhos de raio-x no Estado.