O presidente em fim de mandato, Gustavo Petro, tem questionado o processo eleitoral e o resultado das urnas.
Por Redação, com ANSA – de Roma
As principais missões internacionais de observação eleitoral que acompanharam o segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia, realizado no dia 21 de junho, confirmaram que a votação transcorreu normalmente, sem registro de irregularidades sistêmicas e com participação popular recorde.

Segundo dados do Registro Nacional, com 99,99% das urnas apuradas, o candidato apoiado por Donald Trump, Abelardo de la Espriella, obteve 12.959.542 votos, contra 12.708.712 votos do candidato de esquerda Iván Cepeda, uma diferença superior a 250 mil votos.
No entanto, o presidente em fim de mandato, Gustavo Petro, tem questionado o processo eleitoral e o resultado das urnas. Várias organizações também concordaram em alertar para os riscos representados pela sua retórica.
A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), que mobilizou o maior contingente de observadores internacionais, esteve presente em 26 departamentos colombianos, na capital Bogotá e em cinco cidades no exterior.
Em seu relatório preliminar, os especialistas destacaram que os resultados da apuração foram publicados de forma rápida e imediata pelo Registro Nacional após o encerramento da votação e que a contagem oficial teve início ainda na mesma noite.
Já a organização Transparência Eleitoral também acompanhou o pleito, mobilizando 60 observadores sob a liderança de Francisco Guerrero, ex-secretário de Fortalecimento da Democracia da OEA.
A missão monitorou 215 seções eleitorais em Bogotá e em outros seis países, concluindo que “não encontrou irregularidades sistêmicas” durante o processo.
Avaliações
Apesar das avaliações positivas das missões internacionais, observadores manifestaram preocupação com as declarações de Petro, que tem questionado a legitimidade do processo eleitoral.
O então líder colombiano voltou a insistir em alegações de fraude após a divulgação dos resultados preliminares que apontaram a vitória do candidato conservador Abelardo de la Espriella.
As declarações do presidente ocorreram após críticas da revista britânica The Economist, que classificou sua postura como “vergonhosa” e “incendiária”. A publicação reagiu às insinuações feitas por Petro na noite da eleição, quando sugeriu, sem apresentar evidências públicas, que agentes externos teriam influenciado o sistema de apuração.
Em uma longa mensagem publicada na rede social X, o presidente defendeu suas acusações e afirmou que sua equipe identificou problemas técnicos no sistema eleitoral.
– A manipulação eleitoral já foi demonstrada; não posso afirmar que o que foi descoberto garante a vitória na eleição, mas é um fato. Já demonstramos cientificamente a verdade sobre o sistema eleitoral colombiano e expusemos suas alterações algorítmicas e as armadilhas que ele contém – escreveu.