Rio de Janeiro, 02 de Março de 2026

Núcleo político do PT adota cautela no anúncio dos palanques de Lula

O PT adota uma estratégia cautelosa na definição dos palanques estaduais para a eleição, priorizando alianças nacionais antes de composições regionais.

Segunda, 02 de Março de 2026 às 20:23, por: CdB

Enquanto o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já divulga seus palanques estaduais, o PT optou por um caminho mais gradual.

Por Redação – de Brasília

O PT e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm adotado uma estratégia cautelosa na definição dos palanques estaduais para a eleição deste ano. O partido, segundo seu presidente, o jornalista Edinho Silva, pretende anunciar oficialmente os nomes que terão o apoio de Lula apenas após concluir o maior número possível de alianças nos Estados, priorizando acordos nacionais com grandes legendas antes de fechar composições regionais.

Núcleo político do PT adota cautela no anúncio dos palanques de Lula | Edinho Silva, presidente do PT, coordena a campanha do presidente Lula
Edinho Silva, presidente do PT, coordena a campanha do presidente Lula

Enquanto o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já divulga seus palanques estaduais, o PT optou por um caminho mais gradual. Segundo Edinho Silva, a avaliação interna é que Lula busca negociar o apoio ou a neutralidade de partidos de maior porte “no atacado”, evitando negociações fragmentadas “no varejo”.

A tarefa de dialogar com lideranças partidárias em todo o país tem ficado a cargo do presidente nacional, que percorre os estados em busca de consensos. Ainda assim, as decisões finais permanecem sob a condução direta do presidente Lula. A leitura dentro da legenda é que o chefe do Executivo precisa ter segurança política antes de anunciar qualquer palanque, evitando mais desgastes.

 

Narrativa

No front da ultradireita, os adeptos do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL) se frustraram, nesta manhã, com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido de prisão domiciliar ao condenado. Na decisão, o Moraes disse que as instalações da Papudinha, em Brasília, oferecem atendimento médico adequado.

Mesmo na cadeia, Bolsonaro tem atuado politicamente para influenciar nas próximas eleições.

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