Rio de Janeiro, 24 de Abril de 2026

Núcleo político do governo quer adiantar o fim da escala de 6x1

O governo federal, sob a liderança de Lula, busca antecipar o fim da escala 6x1, promovendo uma jornada de trabalho mais curta e com melhores condições para os trabalhadores.

Sexta, 24 de Abril de 2026 às 19:56, por: CdB

A recomendação partiu da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e determina que a pauta seja incorporada de forma recorrente nas falas públicas dos integrantes do governo.

Por Redação – de Brasília

Os principais articuladores políticos do governo passaram aos ministros, nesta sexta-feira, a orientação para que incluam em seus discursos, doravante, a defesa do fim da escala 6×1. A medida busca reduzir a jornada de trabalho, uma plataforma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende transformar em uma das principais marcas de sua gestão, em 2026.

Núcleo político do governo quer adiantar o fim da escala de 6x1 | A deputada Erika Hilton (PSOL-RJ) é autora da PEC pelo fim da escala 6×1
A deputada Erika Hilton (PSOL-RJ) é autora da PEC pelo fim da escala 6×1

A recomendação partiu da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e determina que a pauta seja incorporada de forma recorrente nas falas públicas dos integrantes do governo. A estratégia faz parte de um esforço mais amplo do Executivo para ampliar a visibilidade da proposta e consolidá-la como prioridade política.

A proposta ocorre em paralelo à articulação do governo no Congresso para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. O texto já avançou na Câmara, tendo sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em votação simbólica realizada na antevéspera.

 

Andamento

No Congresso, a PEC do fim da escala 6×1 entra agora em uma nova fase de análise, na comissão especial que deve discutir regras de transição, impacto econômico e mudanças na jornada de trabalho no Brasil. Após o avanço da proposta na Casa, parlamentares iniciaram uma disputa interna pelas vagas no colegiado que analisará o mérito da medida.

Presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) adiantou que trabalha na definição dos nomes que ocuparão a Presidência e a Relatoria da comissão especial, com previsão de instalação na próxima semana. Entre os nomes cotados estão os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), autores das propostas que tratam do tema

— Vou apresentar uma emenda prevendo redução da jornada para 40 horas semanais, escala 5×2 e sem diminuição de salário, como o acordo construído no final do ano passado — resumiu Lopes.

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