Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

MP solicita prisão de advogada argentina por injúria

Ministério Público do RJ solicita prisão da advogada Agostina Páez por injúria racial em Ipanema. Entenda o caso e as acusações.

Terça, 03 de Fevereiro de 2026 às 13:33, por: CdB

Episódio ocorreu no dia 14 de janeiro em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou e solicitou a prisão da advogada e influenciadora argentina Agostina Páez por injúria racial e gestos racistas contra três funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital. O episódio ocorreu no dia 14 de janeiro.

MP solicita prisão de advogada argentina por injúria | Advogada argentina é acusada de racismo em Ipanema
Advogada argentina é acusada de racismo em Ipanema

De acordo com a denúncia, Agostina teria se referido inicialmente a um funcionário como “negro” de forma pejorativa. Em seguida, ao deixar o estabelecimento, passou a usar a palavra “mono” — termo em espanhol associado de forma racista à figura de um macaco — e a imitar gestos do animal.

Ainda segundo a promotoria, a advogada voltou a ofender os trabalhadores com expressões como “negros de m…” e “monos”, repetindo os gestos considerados racistas.

Acusações

A investigação teve início após a divulgação de um vídeo que viralizou nas redes sociais. Agostina nega as acusações. Para o Ministério Público, no entanto, houve intenção clara de humilhar as vítimas, além de reiteração das condutas, mesmo após ela ter sido alertada de que se tratava de crime no Brasil.

O pedido de prisão preventiva se baseia no risco de fuga, já que a denunciada é estrangeira e permanece no país, e no comportamento reiterado apontado na denúncia.

A reportagem tenta contato com Agostina Páez.

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