Trentini foi libertado após 423 dias de detenção na prisão de segurança máxima de Rodeo, na Venezuela, junto com Mario Burlò, empresário imobiliário de Turim.
Por Redação, com ANSA – de Roma
O trabalhador humanitário italiano Alberto Trentini afirmou nesta segunda-feira que não sabia que seria libertado pelas autoridades venezuelanas e disse que ele e outros detentos não sabiam sobre a deposição de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

– Foi tudo tão repentino. Inesperado. Não sabíamos nada sobre a captura de Maduro. Estou feliz, agradeço à Itália. Agora posso fumar um cigarro? – afirmou o voluntário italiano, segundo os jornais “La Repubblica” e Corriere della Sera.
Trentini foi libertado após 423 dias de detenção na prisão de segurança máxima de Rodeo, na Venezuela, junto com Mario Burlò, empresário imobiliário de Turim.
Ao chegarem à embaixada da Itália, ambos afirmaram que foram tratados adequadamente durante o período de detenção. “Nos trataram bem, não nos torturaram”, disseram eles ao saírem do carro que os conduziu à missão diplomática.
Segundo Trentini, as condições melhoraram na última transferência. “Desta vez não nos colocaram capuzes, ao contrário de outras ocasiões. Até a comida era suficiente”, relatou.
Itália
Na embaixada, os dois puderam telefonar imediatamente para familiares na Itália. Trentini falou com a mãe e com a namorada.
Já Burlò, que também permaneceu cerca de um ano detido, fez uma longa ligação para a filha Gianna para anunciar sua libertação e tranquilizá-la sobre seu estado de saúde.
– Ele está ótimo – afirmou à agência italiana de notícias ANSA o advogado Maurizio Basile, de Turim, que acompanha os processos judiciais de Burlò na Itália. “É uma pessoa de força e vitalidade extraordinárias”, concluiu.