Rio de Janeiro, 12 de Janeiro de 2026

Venezuela liberta dezenas de presos políticos, afirma ONG

A ONG Foro Penal confirma libertação de presos políticos na Venezuela, enquanto o governo anuncia números divergentes. Mais de 800 continuam encarcerados.

Segunda, 12 de Janeiro de 2026 às 10:57, por: CdB

Até o fim de semana, a Foro Penal havia confirmado a libertação de apenas 17 presos políticos, enquanto mais de 800 permanecem encarcerados.

Por Redação, com ANSA – de Caracas

O número de presos políticos libertados na Venezuela segue muito abaixo do anunciado pelo governo de Caracas: enquanto a organização de direitos humanos Foro Penal confirmou a libertação de 24 detentos nesta segunda-feira, a administração interina de Delcy Rodríguez anunciou que um total de 116 pessoas foram soltas nesta manhã.

Venezuela liberta dezenas de presos políticos, afirma ONG | Familiares de presos políticos aguardam pela soltura na porta de presídio
Familiares de presos políticos aguardam pela soltura na porta de presídio

Em um comunicado no X, a Foro Penal listou os nomes de cada preso político libertado durante o amanhecer, dos quais nove estavam detidos na prisão de La Crisálida e 15 em El Rodeo 1, onde estavam os italianos Alberto Trentini e Mario Burló.

“Estamos verificando outras libertações de venezuelanos e estrangeiros que também tenham ocorrido durante a madrugada”, disse a ONG.

Até o fim de semana, a Foro Penal havia confirmado a libertação de apenas 17 presos políticos, enquanto mais de 800 permanecem encarcerados.

Já o governo da Venezuela anunciou que 116 presos políticos foram soltos hoje.

“Essas medidas beneficiaram indivíduos privados de liberdade por atos relacionados à perturbação da ordem constitucional e à violação da estabilidade nacional”, afirmou o Ministério dos Serviços Penitenciários em comunicado.

Promessa de soltura

Desde que a promessa de soltura foi feita pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, na quinta-feira, as liberações têm ocorrido gradualmente, com famílias aguardando do lado de fora dos presídios.

A medida ocorreu após os Estados Unidos terem capturado o então mandatário de Caracas, Nicolás Maduro, no último dia 3.

Segundo o governo venezuelano, a decisão foi tomada “de forma unilateral” por Caracas com o objetivo de “promover e alcançar a paz”. 

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