Rio de Janeiro, 18 de Janeiro de 2026

Lula reafirma críticas a atos violentos de Trump na América Latina

Lula alerta sobre os riscos à estabilidade global devido a ações unilaterais dos EUA na América Latina, destacando a importância da cooperação entre nações.

Domingo, 18 de Janeiro de 2026 às 16:23, por: CdB

No texto, Lula afirma que a estabilidade global está em risco diante de ações unilaterais e do uso da força para resolver disputas político-econômicas.

Por Redação, com Reuters – de Nova York, NY-EUA

Presidente da República brasileira, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreve artigo publicado neste domingo, no diário norte-americano The New York Times, com severas críticas à ação dos Estados Unidos na Venezuela que levou à captura do então presidente Nicolás Maduro. Lula classificou a intervenção armada como um novo capítulo no desgaste do direito internacional e da multilateralidade.

Lula reafirma críticas a atos violentos de Trump na América Latina | Lula exercita seu lado estadista, em artigo no NYT
Lula exercita seu lado estadista, em artigo no NYT

No texto, Lula afirma que a estabilidade global está em risco diante de ações unilaterais e do uso da força para resolver disputas político-econômicas. Segundo o líder brasileiro, a cooperação é um fator básico para as negociações entre os países.

“Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, escreveu.

 

Ataque

Lula destacou, ainda, que o episódio marca o primeiro ataque militar direto dos EUA em mais de 200 anos de história independente da América do Sul. Para o executivo, o futuro da Venezuela deve permanecer nas mãos de seu povo, com processo político liderado pelos venezuelanos.

Na semana retrasada, os norte-americanos atacaram a Venezuela e capturaram Maduro, em uma operação-relâmpago. Trump prometeu colocar o país sob controle norte-americano por enquanto, inclusive com o envio de forças, se necessário.

 

Democracias

No artigo, Lula ressaltou que o governo brasileiro tem mantido “diálogo construtivo” com os Estados Unidos, argumentando que a união de esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir.

O governo brasileiro, por sua vez, mantém diálogo construtivo com os Estados Unidos e, segundo o articulista, Brasil e EUA são as duas democracias mais populosas do continente americano.

“Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, concluiu.

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