Rebecca Passler foi flagrada em um exame pouco antes do início do megaevento.
Por Redação, com ANSA – de Milão
A biatleta italiana Rebecca Passler não conseguiu que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) anulasse sua suspensão por doping para que ela pudesse participar dos Jogos Olímpicos de Milão e Cortina d’Ampezzo.

Após testar positivo para uma substância proibida, a atleta trentina apresentou recurso contra a suspensão, mas a principal corte arbitral internacional declarou-se sem jurisdição para analisar o pedido.
Com a decisão do TAS, a medida imposta em 2 de fevereiro pela Agência Nacional Antidoping da Itália (Nado) permanece em vigor.
Passler não recorreu às instâncias judiciais da organização italiana e, portanto, não possui legitimidade processual para apresentar o pedido ao TAS, segundo a corte.
Durante a audiência, a atleta argumentou que o teste positivo foi resultado de contaminação cruzada devido à exposição involuntária ao letrozol, medicamento proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada).
Fora de pódio
O veterano esquiador Dominik Paris, esperança de medalha da Itália nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, ficou fora do pódio nesta quarta-feira, após perder o esqui e cair durante uma prova na pista Stelvio, em Bormio.
Já bronze no downhill, Paris, 36 anos, também era candidato a medalha no super-g, modalidade que combina velocidades de mais de 100 quilômetros por hora com curvas mais fechadas que na descida livre.
Depois de apenas 15 segundos de prova e de passar por somente seis portas, o italiano perdeu o esqui do pé direito durante uma curva e caiu na neve, frustrando a torcida anfitriã em Bormio. Paris, no entanto, se levantou sozinho e deixou a pista sob aplausos dos fãs.
– Meu esqui se soltou, e eu não entendo o porquê. Um esqui não deveria abrir assim, é uma pena. Dei azar hoje e não consegui mostrar do que sou capaz – disse o esportista aos microfones da emissora Rai Sport.
– A medalha de bronze [no downhill] foi legal, mas eu queria ver do que era capaz hoje também. Eu tinha possibilidades, era um bom traçado para mim – acrescentou Paris, que é conhecido como “rei de Bormio”, onde acumula sete medalhas de ouro na Copa do Mundo de Esqui, sendo seis no downhill e uma no super-g.
O italiano participou das Olimpíadas pela quinta vez e não descarta competir novamente nos Jogos de 2030, nos Alpes Franceses. “Provavelmente [foi a última prova olímpica], mas não é garantido. Vamos ver como as coisas vão fisicamente e mentalmente”, declarou o esquiador na zona mista em Bormio.
Ao longo de sua carreira, Paris acumula um título mundial no super-g, em 2019, e uma prata no downhill em 2013, além de 52 medalhas na Copa do Mundo, com 24 ouros, 12 pratas e 16 bronzes.
O super-g em Milão-Cortina teve no pódio os suíços Franjo von Allmen (ouro) e Marco Odermatt (bronze) e o americano Ryan Cochran-Siele (prata).