Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2026

Justiça nega recurso e italiana segue fora da Olimpíada

A biatleta italiana Rebecca Passler não conseguiu anular sua suspensão por doping e está fora dos Jogos Olímpicos de Milão e Cortina d’Ampezzo. Entenda os detalhes.

Quarta, 11 de Fevereiro de 2026 às 13:55, por: CdB

Rebecca Passler foi flagrada em um exame pouco antes do início do megaevento.

Por Redação, com ANSA – de Milão

A biatleta italiana Rebecca Passler não conseguiu que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) anulasse sua suspensão por doping para que ela pudesse participar dos Jogos Olímpicos de Milão e Cortina d’Ampezzo.

Justiça nega recurso e italiana segue fora da Olimpíada | Rebecca Passler foi flagrada em um exame pouco antes do início do megaevento
Rebecca Passler foi flagrada em um exame pouco antes do início do megaevento

Após testar positivo para uma substância proibida, a atleta trentina apresentou recurso contra a suspensão, mas a principal corte arbitral internacional declarou-se sem jurisdição para analisar o pedido.

Com a decisão do TAS, a medida imposta em 2 de fevereiro pela Agência Nacional Antidoping da Itália (Nado) permanece em vigor.

Passler não recorreu às instâncias judiciais da organização italiana e, portanto, não possui legitimidade processual para apresentar o pedido ao TAS, segundo a corte.

Durante a audiência, a atleta argumentou que o teste positivo foi resultado de contaminação cruzada devido à exposição involuntária ao letrozol, medicamento proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada).

Fora de pódio

O veterano esquiador Dominik Paris, esperança de medalha da Itália nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, ficou fora do pódio nesta quarta-feira, após perder o esqui e cair durante uma prova na pista Stelvio, em Bormio.

Já bronze no downhill, Paris, 36 anos, também era candidato a medalha no super-g, modalidade que combina velocidades de mais de 100 quilômetros por hora com curvas mais fechadas que na descida livre.

Depois de apenas 15 segundos de prova e de passar por somente seis portas, o italiano perdeu o esqui do pé direito durante uma curva e caiu na neve, frustrando a torcida anfitriã em Bormio. Paris, no entanto, se levantou sozinho e deixou a pista sob aplausos dos fãs.

– Meu esqui se soltou, e eu não entendo o porquê. Um esqui não deveria abrir assim, é uma pena. Dei azar hoje e não consegui mostrar do que sou capaz – disse o esportista aos microfones da emissora Rai Sport.

 

– A medalha de bronze [no downhill] foi legal, mas eu queria ver do que era capaz hoje também. Eu tinha possibilidades, era um bom traçado para mim – acrescentou Paris, que é conhecido como “rei de Bormio”, onde acumula sete medalhas de ouro na Copa do Mundo de Esqui, sendo seis no downhill e uma no super-g.

O italiano participou das Olimpíadas pela quinta vez e não descarta competir novamente nos Jogos de 2030, nos Alpes Franceses. “Provavelmente [foi a última prova olímpica], mas não é garantido. Vamos ver como as coisas vão fisicamente e mentalmente”, declarou o esquiador na zona mista em Bormio.

Ao longo de sua carreira, Paris acumula um título mundial no super-g, em 2019, e uma prata no downhill em 2013, além de 52 medalhas na Copa do Mundo, com 24 ouros, 12 pratas e 16 bronzes.

O super-g em Milão-Cortina teve no pódio os suíços Franjo von Allmen (ouro) e Marco Odermatt (bronze) e o americano Ryan Cochran-Siele (prata).

Edições digital e impressa