Rebeca e mais sete pessoas foram escolhidas para integrar um grupo que, segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Fundação Milano Cortina 2026.
Por Redação, com ANSA – de Milão
A ginasta Rebeca Andrade, maior atleta olímpica da história do Brasil, será uma das personalidades que carregarão a bandeira das Olimpíadas durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, em 6 de fevereiro.

Rebeca e mais sete pessoas foram escolhidas para integrar um grupo que, segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Fundação Milano Cortina 2026, encarna os “princípios de paz, união e solidariedade”.
A ginasta de 26 anos é dona de seis medalhas em Olimpíadas, com dois ouros (salto em Tóquio 2020 e solo em Paris 2024), três pratas (individual geral em Tóquio e Paris e salto em Paris) e um bronze por equipes (Paris).
– É uma honra e um orgulho enorme receber este convite do COI para fazer parte do desfile de abertura dos Jogos de Inverno. É um privilégio participar deste movimento, estar ao lado de atletas do mundo todo, carregar a bandeira olímpica, representar o Brasil mais uma vez em um momento tão especial para todos os atletas e amantes do esporte – disse Rebeca ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
– Esta será uma experiência bem diferente para mim. Nunca pensei que, ainda que por alguns dias, pudesse estar vendo bem de pertinho uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. Estou muito feliz e honrada com a oportunidade – acrescentou a ginasta.
Ela estará ao lado de esportistas como o maratonista queniano Eliud Kipchoge, que tem quatro medalhas olímpicas (duas de ouro, uma de prata e uma de bronze); a pugilista camaronesa Cindy Ngamba, que conquistou o primeiro pódio da Equipe Olímpica de Refugiados, com um bronze em Paris 2024; e Pita Taufatofua, primeiro atleta de Tonga a disputar os Jogos de Verão, no taekwondo, e de Inverno, no esqui cross-country, além de ser embaixador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
O grupo também inclui personalidades de fora do mundo esportivo, como o ex-prefeito de Hiroshima Tadatoshi Akiba, conhecido pelo seu empenho em prol do desarmamento nuclear; os italianos Filippo Grandi, alto comissário da ONU para Refugiados entre 2016 e 2025, e Nicolò Govoni, escritor e ativista em defesa das crianças refugiadas; e a poeta nigeriana Maryam Bukar Hassan, defensora global da paz da ONU.
Esses oito carregarão o estandarte das cinco argolas na cerimônia no estádio San Siro, em Milão, mas a festa terá um evento paralelo em Cortina d’Ampezzo, onde os porta-bandeiras serão os italianos Franco Nones, primeiro campeão olímpico do país no esqui cross-country, em Grenoble 1968, e Martina Valcepina, dona de três medalhas na patinação de velocidade em pista curta nas Olimpíadas, sendo duas de prata e uma de bronze.
Doping
As Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina d’Ampezzo ainda nem começaram oficialmente, mas já têm seu primeiro caso de doping.

Segundo fontes ouvidas pela agência italiana de notícias ANSA, a italiana Rebecca Passler, que compete no biatlo, testou positivo para a substância letrozol em um controle de rotina e será suspensa.
Esse medicamento é proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada) por estar associado ao uso de esteroides anabolizantes e ao aumento da testosterona, uma vez que é um inibidor da aromatase, enzima que converte esse hormônio andrógeno em estradiol.
Passler tem 24 anos e participaria das Olimpíadas de Inverno pela primeira vez, competindo no biatlo, prova que une esqui cross-country e tiro esportivo.
A italiana, que é sobrinha de Johann Passler, dono de duas medalhas olímpicas de bronze no biatlo, ambas em Calgary 1988, no Canadá, ainda não se pronunciou sobre o caso.
Os Jogos de Milão-Cortina começam oficialmente na próxima sexta-feira e vão até 22 de fevereiro.