Rio de Janeiro, 09 de Fevereiro de 2026

Justiça determina paralisação da Vale em MG após vazamento

A Justiça de Minas Gerais determina a paralisação das atividades da Vale após vazamento de rejeitos em Ouro Preto, com impactos ambientais significativos.

Segunda, 09 de Fevereiro de 2026 às 10:55, por: CdB

A paralisação foi concedida a pedido do governo estadual e do Ministério Público de Minas Gerais.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Justiça de Minas Gerais determinou a paralisação, com efeito imediato, de todas as atividades da mineradora Vale no Complexo Minerário de Fábrica, na cidade mineira de Ouro Preto, após danos ambientais causados por um vazamento de água e rejeitos ocorrido 25 de janeiro. A decisão foi assinada na última sexta-feira. 

Justiça determina paralisação da Vale em MG após vazamento | Complexo da Vale em Minas tem atividades suspensas após vazamento
Complexo da Vale em Minas tem atividades suspensas após vazamento

A paralisação foi concedida a pedido do governo estadual e do Ministério Público de Minas Gerais. Pela decisão, as atividades somente poderão ser retomadas quando for comprovada tecnicamente a estabilidade e segurança de todas as estruturas do complexo. 

Em caso de descumprimento, a Vale fica sujeita a multa diária de R$ 100 mil, até o limite de R$ 10 milhões. A Agência Brasil entrou em contato com a empresa e deixa espaço aberto para manifestação. 

O vazamento em uma das cavas da mina de Fábrica atingiu cursos d’água responsáveis por alimentar o rio Paraopeba, causando assoreamento de córregos e danos à vegetação, conforme demonstrou o MPMG na ação. 

Houve extravasamento de 263 mil metros cúbicos de água turva que continha minério e outros materiais do processo de beneficiamento mineral. Segundo o MP, houve falha no sistema de drenagem do reservatório da mina. 

O órgão também acusa a Vale de demorar dez horas para comunicar o vazamento para as autoridades, dificultando a resposta da Defesa Civil. 

Vazamento

O material levado pelo vazamento chegou a atingir uma área de outra mineradora – a CSN – provocando danos materiais. Depois, essa lama chegou ao rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana da cidade, antes de se encontrar com o rio Maranhão, já na área central de Congonhas.

O rio Goiabeiras é afluente do rio Maranhão e este, por sua vez, deságua no Paraopeba, o mesmo que passa por Brumadinho e foi atingido pelo rompimento de uma barragem da Vale em 25 de janeiro de 2019, há sete anos.

Em paralelo, o Ministério Público Federal (MPF) também acionou a Justiça e pediu o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão da Vale para garantir a reparação dos danos ambientais e materiais. 

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