O juiz responsável pelo caso confirmou que o próprio Suárez já havia admitido ter tido acesso prévio ao conteúdo da prova.
Por Redação, com ANSA – de Roma
Um tribunal italiano condenou três pessoas a um ano e meio de prisão por participação em um exame fraudulento de idioma realizado em 2020 pelo atacante Luis Suárez, atualmente no Inter Miami, na Universidade para Estrangeiros de Perugia, quando ele negociava uma transferência para a Juventus.

A ex-reitora da instituição Giuliana Grego Bolli, o ex-diretor-geral Simone Olivieri e a professora Stefania Spina, então responsável pelo Centro de Certificações Linguísticas, foram condenados por falsidade ideológica e revelação de segredo oficial. No entanto, todos receberam penas suspensas.
– As acusações já foram reduzidas nesta primeira instância, e as penas foram menores do que as solicitadas pela acusação. Aguardaremos os fundamentos da sentença e, em seguida, recorreremos – afirmou o advogado de Olivieri, Francesco Falcinelli.
O juiz responsável pelo caso confirmou que o próprio Suárez já havia admitido ter tido acesso prévio ao conteúdo da prova. Além disso, a investigação constatou que o jogador, hoje com 39 anos, não sabia conjugar verbos e tinha dificuldades para formar frases simples.
Mesmo assim, o atacante foi aprovado com nível intermediário (B1), o mínimo necessário para obter a cidadania italiana, já que sua esposa, Sofia Balbi, é ítalo-uruguaia. Essa etapa era fundamental para viabilizar sua transferência para a Juventus, que já havia atingido o limite de jogadores extracomunitários.
Cidadania
Como não haveria tempo hábil para concluir o processo de cidadania antes do fechamento da janela de transferências, o clube italiano desistiu da contratação de Suárez e acertou com o espanhol Álvaro Morata. Já o uruguaio deixou o Barcelona para defender o Atlético de Madrid, onde permaneceu até 2022.